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Quinta-Feira, 09 de Maio de 2019, 12h:00
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Cultivo de cana-de-açúcar entra como opção em solos arenosos

Por: EMBRAPA

REPRODUÇÃO

CANA DE AÇUÇAR

 

Os estudos em solos arenosos avançaram ao longo dos anos e as pesquisas com cana-de-açúcar também. Uma aposta dos pesquisadores é inserir a cultura na integração lavoura-pecuária e tê-la como terceira opção. O foco da ciência é claro, a diversificação melhora o sistema produtivo e, consequentemente, agrega-se valor e renda à atividade agrícola. 

 

“A produtividade dos canaviais caiu com a mecanização e o baixo investimento, os preços também não estão favoráveis, seja do açúcar ou do etanol. Desta forma, agregar outras fontes de renda, como lavoura e pecuária, é estratégico para a estabilidade econômica da atividade. Além disso, o sistema traz evidentes melhorias para o solo, inclusive com quebras de ciclos de pragas e doenças, o que aumenta a sustentabilidade como um todo”, afirma o pesquisador da Embrapa (Dourados, MS), César José da Silva, que desenvolve estudos na área em Mato Grosso do Sul.

 

Com projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de queda na safra 2019/2020 de cana-de-açúcar, em 0,7%, a diversificação toma força, ao menos para produtores como Ana Nery Terra Souza, do grupo Água Tirada (Maracaju-MS), que investe na “integração agricultura-pecuária-cana e com bons índices de lucratividade, desde que se tenha o manejo correto e o processo de implantação do sistema tenha assistência técnica”, observa. A pecuarista ressalta ainda que em regiões de veranico, a opção de uma 3ª cultura, mais resistente, é fundamental para evitar grandes perdas. 

 

O especialista em manejo e conservação da Embrapa comenta que a postura da produtora Ana Nery se enquadra nos perfis encontrados nas pesquisas, em que há pecuaristas tradicionais, que nas décadas de 80 e 90 tornaram-se lavoureiros e, recentemente, diversificaram com o plantio de cana; e há pecuaristas tradicionais, que arrendaram áreas para as usinas de cana-de-açúcar e, recentemente, voltaram a ter posse das terras e inseriram a lavoura no sistema produtivo.

 

Independente do perfil, Silva destaca que não há um modelo fechado de produção. Para cada situação, há uma modelagem adequada. “Você pode ter duas safras de soja, intercaladas com culturas de inverno e cana-de-açúcar ou rotação de culturas. Tudo depende do foco do produtor: lavoura? Pecuária? Ou cana?”. 

 

Outro fator que independe do perfil é o conceito conservacionista. O ciclo de sustentabilidade envolve o manejo e a rotação de culturas. O manejo passa pela adoção do sistema plantio direto ou, no máximo, com preparo de solo reduzido. Para o pesquisador Denizart Bolonhezi, do Instituto Agronômico (IAC/SP), a canavicultura conservacionista consiste em revolver em menos de 25% o solo, manter em mais de 30% os resíduos na superfície, rotacionar em dois anos e as consequências são “redução de insumos externos, menor impacto ambiental e estabilidade de produção. Quanto mais complexo, mais estável”, frisa. 

 

Por fim, os engenheiros agrônomos deixam um recado para os produtores rurais: “em solos arenosos, os resultados são mais rapidamente constatados”. Silva, Bolonhezi e Terra Souza participaram do Painel “Cultivo da cana-de-açúcar em solos arenosos”, que aconteceu hoje (8) no Simpósio Brasileiro de Solos Arenosos, na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em Campo Grande, e segue até sexta-feira. O especialista Tedson Luis de Freitas Azevedo (Usina Zilor/SP) também se apresentou no painel. Os solos arenosos são de texturas mais leves, frágeis e representam ao redor de 10% dos solos brasileiros. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, entre 15 e 20%, e o equivalente no Bioma Cerrado.   

 

Simpósio - O III Simpósio Brasileiro de Solos Arenosos é promovido pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS) e realizado pela Embrapa e UEMS, com o tema "Intensificação agropecuária sustentável em solos arenosos" e programação composta por palestras, mesas-redondas, apresentações de resumos e visita técnica. O evento acontece entre os dias 7 e 10 de maio, na UEMS (Campo Grande-MS).

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Edição 187 Julho de 2019

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