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Quarta-Feira, 27 de Fevereiro de 2019, 17h:00
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BRASIL
ROMPIMENTO DE BARRAGEM Twitter

Após tragédia em Brumadinho, Moody’s rebaixa nota de crédito da Vale e tira grau de investimento da companhia

Por: G1

 

A agência de classificação de risco Moody's rebaixou nesta quarta-feira (27) a nota de crédito da Vale de Baa3 para Ba1 e colocou o rating da companhia em perspectiva negativa - ou seja, próximo de uma nova queda - por causa do rompimento da barragem em Brumadinho. Com a piora da classificação, a mineradora perdeu o grau de investimento.

 

A nota de crédito é um importante indicador que avalia a capacidade de pagamento das empresas e que serve como guia para os investidores. Quanto melhor o rating de uma empresa, mais confiável ela é considerada pelo mercado.

 

De acordo com a Moody's, a tragédia em Brumadinho traz implicações para o perfil de crédito da companhia e ainda deixa a mineradora exposta a uma série de litígios e passivos financeiros. Segundo o último balanço, o rompimento da barragem deixou 179 mortos. Outras 131 pessoas seguem desaparecidas.

 

"O rebaixamento (...) reflete a elevação dos riscos de crédito após o colapso da barragem de rejeitos em Brumadinho, em 25 de janeiro de 2019, e as consideráveis incertezas associadas ao impacto total e implicações de longo prazo deste desastre social e ambiental sobre o perfil de crédito da Vale como um todo", informou a Moody's no comunicado.

 

Em 31 de janeiro, a Moody's já havia sinalizado que poderia piorar o rating da companhia. A agência de classificação de risco divulgou um relatório em que colocou a antiga nota da companhia em perspectiva e destacou que o desastre teria um efeito profundo na Vale.

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Na decisão desta quarta-feira, a perspectiva negativa foi atribuída pela incerteza com o montante a ser pago pela companhia no futuro por causa do acidente e pelos riscos envolvendo a investigação com eventuais responsabilidades sobre as causas do rompimento da barragem em Brumadinho.

 

No futuro, o rating da companhia pode ser estabilizado, segundo a Moody's, com uma "maior visibilidade sobre os custos e passivos financeiros nos quais a Vale pode incorrer" por causa do acidente. Já uma elevação ocorrerá com resultados positivos de ações judiciais e investigações, além da manutenção de um sólido perfil de crédito e geração de fluxo de caixa positiva.

 

Por volta das 17h, as ações da Vale tinham queda de quase 1%. Neste ano, os papéis da companhia já recuaram mais de 8%.

 

 

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Edição 192 Agosto de 2019

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