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Terça-Feira, 06 de Novembro de 2018, 09h:26
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Presidente do PSB confirma bloco de oposição sem o PT

Por: MSN

 

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, disse nesta 2ª feira (5) que os partidos de esquerda “não ficaram felizes” com o fato do PT se colocar como protagonista na oposição ao governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. Siqueira também confirmou que serão criados blocos de oposição na Câmara dos Deputados e no Senado sem a presença petista.

 

“Os partidos de esquerda não ficaram felizes com a declaração do PT de que há 1 comandante da oposição. Não haverá uma oposição, haverá várias oposições. Nós faremos 1 bloco que será amplo. No momento, há conversas iniciais com PDT e o PC do B, mas que também poderá agregar outros partidos, como o PPS, o PV e outros mais que sejam defensores da democracia“, disse.

 

A declaração foi dada após reunião da Executiva Nacional do partido socialista. Ainda de acordo com Siqueira, o PT procurou o PSB.

 

“O PT nos procurou, outros partidos também, mas precisamos ouvir primeiro as duas bancadas de novos parlamentares e atuais na Câmara e no Senado Federal. Agora que temos uma posição definida vamos partir para conversação com aquelas forças políticas, não apenas de esquerda, mas todas que defendem a manuntenção da democracia e dos direitos sociais.”

 

O deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG) comentou sobre a criação do bloco na Câmara e disse que atualmente o grupo conta com PDT, PSB e PC do B e busca atrair outras legendas menores como PV e Patriota.

 

O ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), 3º colocado na disputa presidencial, age para isolar o PT como principal figura de oposição. Seu irmão, o senador eleito Cid Gomes (PDT-CE), tenta formar no Senado 1 grupo de oposição para fazer frente à bancada do PT.

 

A senadora eleita Leila do Vôlei (PSB-DF) declarou que almoçou na semana passada com Cid Gomes e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) para conversar sobre a organização desse grupo.

 

“Foi mais para sinalizar que tem interesse em montar essa Frente, que não tem interesse de ser só oposição, que quer trabalhar pautas que sejam interessantes para o povo brasileiro. Se vier do governo e acharmos interessante, por que não abraçar?“, disse.

 

PSB vai ser oposição a Bolsonaro, mas sem inviabilizar projetos do governo

 

A Executiva Nacional do PSB decidiu que vai fazer oposição ao governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), sem inviabilizar projetos governistas que considerem de interesse nacional.

 

“Exercer uma resistência sem tréguas, mas em uma perspectiva que busca o bem comum”, conta em trecho do documento. Leia a íntegra.

 

O presidente do partido, Carlos Siqueira, declarou que Bolsonaro pensa de modo oposto ao da legenda, colocada no papel de oposição por escolha do eleitor.

 

“Não será uma oposição sistemática, mas em face de questões concretas que sejam colocadas e na defesa intrasigente da democracia, da liberdade de imprensa e dos direitos sociais conquistados em 30 anos de democracia, que não foram poucos“, disse.

 

O texto também afirma que o partido fará uma oposição definida em função das demandas do Brasil. “A lógica do ‘quanto pior, melhor’ não nos cativa ou estimula, e não faremos do sofrimento dos brasileiros trampolim para o próximo pleito eleitoral”.

 

No entanto, o partido socialista não poupa críticas a Bolsonaro. “O novo a que muitos aspiram tem, até aqui ao menos, uma face autoritária na política, ultraliberal na economia e retrógada em termos de costumes”.

 

A decisão foi tomada durante a 1ª reunião da Executiva do PSB após o resultado das eleições. Participaram Carlos Siqueira, presidente da legenda, o deputado federal eleito João Campos (PE) –filho do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em 2014–, e os 3 governadores eleitos da sigla: João Azevedo (PB), Renato Casagrande (ES) e Paulo Câmara (PE).

 

Os governadores Márcio França (SP) e Rodrigo Rollemberg (DF), derrotados nas eleições de 2018, participaram do encontro.

 

O texto assinado pelo presidente do partido afirma que o PSB objetiva moderar a atuação de Bolsonaro no governo federal.

 

“Não é o caso, por certo, de inviabilizar o governo, de lhe fazer oposição sistemática, mas de moderá-lo até o ponto –sempre e onde for possível–, que prevaleçam as teses e agendas de interesse nacional e de nossa população”, disse.

 

A sigla destaca que atuará em defesa de medidas como o aprimoramento do SUS (Sistema Único de Saúde) e a qualificação tecnológica da indústria.

 

O deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG) declarou que o partido “não vai fazer oposição sistêmica, mas pontual” e a bancada da legenda no Congresso Nacional vai analisar “tema a tema” os projetos propostos pelo Executivo.

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Edição 156 de Novembro de 2018

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