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Quarta-Feira, 19 de Junho de 2019, 16h:38
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Vale diz que retomará operação na mina de Brucutu, após decisão do STJ

Por: VEJA

A mineradora Vale informou em fato relevante divulgado nesta quarta-feira, 19, que retomará em até 72 horas a integralidade das operações em sua mina de Brucutu, em Minas Gerais, após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na terça-feira, 18, contra uma liminar que suspendia as atividades da barragem Laranjeiras.

 

No comunicado, a empresa disse que, com a decisão, reafirma sua projeção para as vendas de minério de ferro e pelotas em 2019, entre 307 milhões e 332 milhões de toneladas, acrescentando que “a expectativa atual é de que as vendas se aproximem do centro da faixa”. Em maio, a Vale havia afirmado que o volume de vendas deveria ficar “entre o piso e o centro do intervalo” de suas projeções, em previsão que levava em conta uma recém-anunciada decisão contra a retomada da produção em Brucutu.

 

Inaugurada em 2006, a Mina de Brucutu é a maior da Vale em Minas Gerais, com capacidade de 30 milhões de toneladas ao ano, mas a falta de autorização para as operações a úmido (que utiliza a água para retirar as impurezas do produto) antes da decisão do STJ vinha fazendo com que a unidade operasse com um terço da capacidade. A companhia disse ainda que, com a operação integral em Brucutu, haverá “um incremento da qualidade média do portfólio de produtos da Vale”.

 

A Justiça já interrompeu e autorizou retomada das operações em Brucutu por diversas vezes, desde o rompimento de uma barragem da companhia em Brumadinho (MG), em janeiro, ter deixado centenas de mortos, levantando preocupações sobre a segurança das operações da mineradora. As operações estavam paradas desde 6 de maio.

 

Na mais recente decisão, proferida na terça-feira pelo presidente do STJ, ministro João Otávio de Noronha, foi deferido o pedido de suspensão de liminar feito pelo município de São Gonçalo do Rio Abaixo (MG) para aceitar a decisão que impedia a utilização da barragem de Laranjeiras.

 

Segundo o ministro, a decisão do anterior causou grave lesão à economia pública e afetou o interesse público da municipalidade. “Se, de um lado, a decisão impugnada, ao determinar a paralisação das atividades da barragem em questão e, por conseguinte, inviabilizar as atividades da mina de Brucutu, teve como objetivo a preservação da segurança da sociedade e do meio ambiente, de outro lado, não observou questões também relevantes e acabou por afetar, direta e indiretamente, a economia da municipalidade”, afirmou ele.

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Edição 188 Julho de 2019

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