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Quinta-Feira, 11 de Janeiro de 2018, 15h:49
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JANEIRO ROXO

Centro de Saúde Quilombo esclarece dúvidas sobre a hanseníase

Por: Sicom

 

Em alusão ao Janeiro Roxo - mês instituído pelo Ministério da Saúde (MS) como internacional de luta contra a hanseníase -, a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá (SMS) está intensificando as ações de conscientização e de busca ativa a fim de diagnosticar e iniciar o tratamento contra a doença o mais cedo possível, reduzindo a transmissão e as incapacidades decorrentes do diagnóstico tardio.

Como parte dessas ações, profissionais do Centro de Saúde Quilombo dedicaram à tarde desta quarta-feira (10) para alertar os pacientes quanto à gravidade da doença, sanar dúvidas e ressaltar a importância do diagnóstico precoce por meio de palestras, conhecidas também como ‘sala de espera’.  A ação foi comandada pela enfermeira chefe, Edna Maria dos Santos e o clínico geral, Giácomo Luiz Tonial.

Na oportunidade, Edna dos Santos destacou que o Brasil está em primeiro lugar no ranking nacional de novos casos de hanseníase, Mato Grosso está há 30 anos entre o primeiro e o terceiro lugar e Cuiabá permanece entre os 20 municípios com maior índice de hanseníase, ao passo de que a cada 12 meses 250 a 300 pessoas são positivadas com a doença. Frente aos dados, as três esferas são consideradas hiper endêmicas pelo MS.

“O ranking pode ser ainda mais preocupante, tendo em vista que muitas pessoas não comparecem às unidades de saúde para o diagnóstico e tratamento da doença. Diante disso, nossa principal missão aqui é expandir as informações sobre a hanseníase e conscientizar a população que embora seja uma doença grave, ela tem cura e o tratamento e os remédios, são ofertados em qualquer unidade básica de Saúde do município. Apenas assim, conseguiremos mudar a realidade endêmica da hanseníase em nosso País”, explicou.

Elogiando a iniciativa dos servidores do Quilombo, a cabeleireira Marizete Lemes de Jesus, conta que não fazia ideia da gravidade da doença. “Este foi mais um trabalho lindo da equipe do Quilombo que é nota 1000. São profissionais sempre dispostos a fazer o melhor por nossa comunidade. A palestra foi muito bem elaborada, especialmente porque nos conscientizou sobre a gravidade da hanseníase. Eu não sabia que ela era transmitida pela respiração, e que a cura e especialmente a diminuição desses altos índices, só depende de nós”, disse a paciente, enfatizando que ficará mais atenta a possíveis manchas no corpo.

Conforme Giácomo é importante que a população procure um médico, pois nem sempre a sensibilidade do local ficará totalmente comprometida e isso pode dificultar o diagnóstico. “Os principais sinais e sintomas são manchas na pele com alteração da sensibilidade térmica ou dolorosa, comprometimento neural periférica em mãos, pés e face. Entretanto, é importante ressaltar que nem sempre a mancha vai estar totalmente dormente. Por isso, além da avaliação clínica a equipe médica realiza o exame físico e anamnese, quando se busca os sinais dermatológicos da doença. Usamos também a baciloscopia - exame realizado com a utilização de um microscópio onde será observada a presença do Mycobacterium leprae. Este último é um apoio para o diagnóstico”, completou.

Acompanhe as principais dúvidas que foram sanadas na palestra do Quilombo sobre a Hanseníase.

O que é a Hanseníase, e quais são os principais sinais e sintomas?

A hanseníase, comumente conhecida como lepra, é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen, que lesiona os nervos periféricos e diminui a sensibilidade da pele.  Seus principais sinais e sintomas são: sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades; manchas brancas ou avermelhadas, geralmente com perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e ao toque; áreas da pele que apresentem alteração da sensibilidade e da secreção de suor; caroços e placas em qualquer região do corpo e diminuição da força muscular (dificuldade para segurar objetos).

Transmissão 

Sua transmissão ocorre através do contato direto com doentes sem tratamento, pois estes eliminam os bacilos através do aparelho respiratório superior em meio a secreções nasais e gotículas da fala, tosse e espirro. No caso dos doentes que recebem tratamento médico, não há risco de transmissão.

Exames

Os pacientes deverão ser submetidos, além do exame dermatológico, à uma avaliação neurológica simplificada e sempre receber alta por cura. Vale lembrar que todas as pessoas que convivem ou conviveram com quem recebeu o diagnóstico de hanseníase devem ser examinadas nos serviços de saúde. 

Tratamento 

A hanseníase tem cura e seu tratamento é realizado através de medicamentos via oral. Esta doença é tratada nas unidades de saúde e seu tratamento é gratuito. Os remédios são administrados via oral, pela poliquimioterapia (PQT), uma associação de medicamentos que evita a resistência do bacilo e deve ser administrada por seis meses ou um ano a depender do caso.

Prevenção 

Uma importante medida de prevenção é a informação sobre os sinais e sintomas da doença, pois, quanto mais cedo for identificada, mais fácil e rápida ocorrerá a cura. Outra medida preventiva é a realização do exame dermato-neurológico e aplicação da vacina BCG nas pessoas que vivem com os portadores desta doença.

 

 

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Edição 160 Dezembro de 2018

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