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Segunda-Feira, 02 de Dezembro de 2019, 09h:12
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Mato Grosso registra 355 mortes no trânsito em 2019

Por: Nathany Gomes - Especial para o Notícia Max

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O estado de Mato Grosso registrou no período de janeiro a setembro deste ano 355 mortes no trânsito. Em 2018, referente ao mesmo período foram contabilizados 473 óbitos, havendo uma redução de 13% nos índices. 

 

Um dos motivos que ocorre essa fatalidade está ligado ao estresse diário enfrentado pelos motoristas, como também o aumento significativo número de veículos em circulação. Recentemente, houve o caso da engenheira Júlia Barbosa de Souza, 28, morta com um tiro na nuca após uma ultrapassagem, em Sorriso (400 km de Cuiabá). 

 

Pensando nisso, reportagem entrevistou o delegado titular da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) Christian Cabral para explicar sobre assunto. 

 

“Fora a violência natural, originária da imprudência, da negligência, temos aquela decorrente dos estresses, descarrego emocional de algumas pessoas que extravasam na direção de um veículo. O trânsito por si só já é violento, existente ainda pessoas que não estão emocionalmente e mentalmente preparadas para lidar com frustrações e situações de estresses e acontecem esses casos como em Sorriso”, pontuou. 

 

Ainda segundo delegado, aos longos dos anos, as políticas públicas e os projetos tem primado pela circulação de pessoas através de veículos automotores, com crescimento da frota em altas proporções, os ambientes diários não conseguem acompanhar essa expansão. 

 

“A mobilidade urbana tem se transformado em algo complexo e algumas pessoas não conseguem administrar esse sentimento, transformando-se em verdadeiras bombas relógios e que podem explodir a qualquer momento, sendo tão preocupantes quanto aquelas mortes, lesões e deformações causadas pelos demais motivos, levando os gestores, principalmente os agentes de operadores trânsito, a refletir sobre a necessidade de mudança  nos projetos e políticas públicas de mobilidade, transformando o trânsito em um lugar de interação entre pessoas e não de conflitos”, completou Christian. 

 

Reprodução

gina

 

A psicóloga e educadora parental Gina Coelho ressalta que a população comete um erro em achar que, para conduzir um veículo no trânsito precisam apenas ter habilidades motoras, mas a principal dela para convivência nesse ambiente social é habilidade emocional. 

 

“As pessoas não tem essa consciência, do que leva à violência no trânsito, são muitas as razões, algumas delas são ansiedade, estresse, hábitos como a combinação de álcool e direção, uso de medicações controladas, humor alterado, tornando-se vulneráveis as continências no ambiente. Estão, de forma primitiva, prontos para atacar e se defender, andando ao lado com agressividade, potencializando essas reações, que variam da personalidade de cada individuo. Não há muitas vezes uma separação entre a pessoa e o veículo, em alguns casos, na  visão do condutor  ambos são um só, oferecendo uma sensação de poder, elevando a conduta do status social, como por exemplo, luxo, estilo, expansão de liberdade diante dos outros, sendo uma extensão do corpo humano, não tendo ideia de onde termina o meu direito e começa do próximo”, explicou psicóloga. 

 

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