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Quarta-Feira, 19 de Junho de 2019, 08h:15
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FAMÍLIA MORA HÁ 28 ANOS NO LOCAL Twitter

PM cumpre mandado de reintegração de posse de imóvel no bairro Centro Político Administrativo

Por: Valdemar Félix

Notícia Max

Reintegração 01

 

A Polícia Militar cumpre mandato de reintegração de posse no bairro Centro Político Administrativo, em um imóvel de propriedade do senhor Isaias Alberto, que questiona principalmente o fato de que apenas o seu terreno é alvo da ação.

 

Isaias afirma que mora no local há 28 anos, tendo comprado o direito do terreno após ter havido uma invasão, e que há 12 anos houve uma ação de reintegração de posse, mas que o juiz responsável verificou in loco que a área era produtiva e não deu prosseguimento à ação.

 

“Moro aqui desde antes de existir o Fórum, desde antes de existir a Procuradoria do Estado, criei meus filhos aqui, e o correto é a reintegração de posse ser pra todos, não sei porque que estão executando só com a minha pessoa, porque da outra vez que teve ação foi pra todos, e hoje foi apenas para minha pessoa”, reclama o senhor Isaias, que afirma que a ação é ilegal, principalmente pela área, segundo ele, ser da União, e teria documentos comprovando o fato.

 

A advogada Marianne Tremura, responsável pela defesa jurídica do senhor Isaias, diz que a ação corre desde 2004.

 

“O Estado entrou com a ação, pois alegam que a área pertence ao Estado, mas a advogada principal do processo diz que tem a documentação e laudos comprovando que a terra não é do Estado e sim da União”, frisou Marianne, que explica que ela estava presente à ação de reintegração devido à impossibilidade da advogada principal da ação comparecer no local.

 

Conforme a doutora Marianne, a briga judicial vem se arrastando, com a sentença já tendo transitado em julgado em  2011 e agora veio o pedido de revigoramento dessa liminar, que foi acatada pelo Poder Judiciário. “Agora estamos cumprindo essa ordem, o meu cliente não teve resistência, abriu o portão, já houve até o corte de energia e da água”.

 

A advogada destaca que foi determinada a imediata desocupação pois a área será destinada à construção de prédio público do Poder Judiciário, então, se é ordem judicial, tem que se cumprir.

 

“Vamos analisar os autos principais, ver o que foi elencado e ver o que podemos fazer, pois são famílias que estão aqui há mais de 20 anos, pois não é apenas o imóvel do senhor Isaias, mas pelo que vi o mandado é para vários terrenos, pois o autor alegou que é uma área de 80 hectares”, afirmou, ressaltando que não há realocamento no caso da reintegração.

 

“Eles só retiram os móveis e você indica onde tem que deixar as coisas”, completou a advogada.

 

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Edição 208 Dezembro de 2019

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