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Segunda-Feira, 27 de Janeiro de 2020, 09h:10
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Repercussão negativa faz Operário desistir da contração do goleiro Bruno

Por: Rayane Alves

 

A repercussão negativa regional, estadual e principalmente nacional fez a direção do Operário Várzea-grandense voltar atrás e desistir da contratação do goleiro Bruno Fernandes, condenado há mais de 20 anos de prisão por participação na morte da modelo Eliza Samudio, mãe de um filho dele.

 

O atleta já sonhava com a vaga para voltar a brilhar novamente nos campos. A liberação foi dada pela Justiça de Minas Gerais para que ele se mudasse para Mato Grosso com a família e trabalhasse no time com um salário de até R$ 5 mil.

 

Em entrevista a imprensa, o diretor do time André Xela informou que Bruno já era atleta do Operário. E mesmo com o anúncio da perda do primeiro patrocinador, André mandou: "Temos contratos e eles devem cumprir". Tudo na defesa para manter o astro.

 

Mas a força da mulher trabalhadora, feminista, autoridades políticas e principalmente aquela mulher que busca pelo ídolo sem sangue nas mãos trouxe uma notícia de cancelamento da contratação na quarta-feira (22).

 

Tudo porque na noite de terça-feira (21), elas com carro de som e usando roupas pretas saíram às ruas e fizeram um protesto contra a oficialização do contrato. Depois o grupo finalizou o ato em frente ao Estádio Dito Souza, em Várzea Grande, momentos antes da partida de estreia do clube no Campeonato Mato-grossense de Futebol, contra o Poconé.

 

Elas gritavam: "Feminicida não pode ser exemplo. Operário sim e assassino não". "Respeitem as mulheres, goleiro Bruno não”.

 

Logo, a diretoria do clube precisou mudar de ideia e render sim aos apelos de grupo de mulheres que prometeram continuar com as manifestações e também deixar de torcer pelo chicote da fronteira.

 

“O Bruno já é um atleta do Operário. Conseguimos essa conquista. Essas outras questões dele com o passado, a Justiça é quem determina. O fato é que ele está no regime semiaberto e precisa trabalhar. A única coisa que fizemos foi uma proposta de emprego para um atleta que já foi preso”, defendeu o diretor do clube.

 

Três dias depois em uma entrevista à reportagem do jornal Notícia Max, o discurso de André mudou. 

 

"As perdas de patrocínio fizeram a diretoria entrar em consenso e rever a situação que estava acontecendo. Decidimos encerrar a contratação e não levar mais para frente. A pressão foi grande e colocamos na balança que seria muito mais caro manter ele no grupo. O clube acreditava no atleta. Mas, estávamos perdendo patrocinadores e torcedores", disse.

 

Contrato

Apesar do rompimento do contrato, André contou que o clube não irá pagar multa pela rescisão. Porém, o Operário ficará arcando com todos os custos jurídicos do atleta.

 

“E tudo que ele precisar para voltar para o domicílio dele porque a Justiça deu autorização pra ele se mudar. Então é uma série de regras. Não é tão simples assim, falar não quero mais. Precisa seguir todos os trâmites legais pra fazer isso. O clube vai dar amparo para a advogada dele. Vamos fazer em conjunto para não ter nenhum tipo de problema. E, por fim se tiver custos o clube paga”, finalizou. 

 

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Edição 215 Fevereiro de 2020

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