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Sexta-Feira, 19 de Julho de 2019, 08h:49
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CULTURA
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Espaço cultural abre as portas ao público com espetáculo e filme

Por: Redação

O Centro Audiovisual Luiz Marchetti - CALM, criado 2008, é um ambiente que se notabilizou por ser palco de reuniões, ensaios, leituras e encontros artísticos com as mais variadas finalidades. Todavia, por conta das limitações do espaço físico e da estrutura, estes momentos sempre foram restritos aos convidados, isto é, pelo menos até agora.

 

Reprodução

COIO

 

Isso porque, nos dias 26 e 27 de julho, a partir das 20h30, o CALM abre as portas ao público pela primeira vez em sua história. Trata-se de um evento gratuito que tem como destaque as estreias de duas realizações mato-grossenses: um espetáculo e um filme. Os ingressos são válidos para as duas atrações e podem ser retirados, a partir de terça-feira (23.07), no Metade Cheio. Entretanto, devido às já citadas restrições espaciais, os bilhetes são limitados.

 

ATRAÇÕES

Em ambas as noites, sempre às 20h30, a sessão de cinema a céu aberto apresenta o lançamento do filme ‘DragNostra’, de Paulo Victor Vidotti. Estrelado por Sara Mitch, a diva pop mato-grossense, o curta acompanha a trajetória de um grupo de drags mafiosas que planejam assaltar um banco.


Em seguida, às 21h, o espaço se torna palco para Caio Ribeiro e Douglas Perón encenarem ‘Caió’, trabalho fruto de uma parceria entre os coletivos 'Coma a Fronteira' e 'Spectrolab' com o próprio 'CALM. A narrativa do espetáculo se constitui a partir de elementos cênicos, documentais e de cinema expandido. Este foi o único projeto de MT contemplado pelo Edital de Patrocínio do Banco da Amazônia.

 

CALM

A expectativa da produção é de um público de aproximadamente 30 pessoas por noite, afinal essa é a lotação do espaço. E é justamente essa característica que confere ao ambiente um caráter intimista e aconchegante.

 

O proprietário e idealizador, como o desdobramento da sigla sugere, é o cineasta Luiz Marchetti, autor de importantes títulos da cinematografia mato-grossense. Segundo ele, a ideia é aproximar – literalmente – o público da obra e de seus realizadores, “sem levar em conta o quantitativo”, pois o CALM “prioriza a delicadeza de públicos menores”, pontua.

 

UM LUGAR ONDE SE COMUNICA

Ele explica que se trata de um espaço cultural “improvisado” na entrada de sua produtora, que, por sinal, também fica no mesmo terreno de sua casa, localizada aos fundos. O local possui uma geografia privilegiada, uma vez que se situa em um ponto elevado da capital, não por acaso ali também fora, em outros tempos, a sede da rádio ‘A Voz d’Oeste’, uma das pioneiras na radiofonia cuiabana.

 

Levando em consideração este histórico, tudo leva a crer que o espaço tem algum tipo de ligação com o ato de comunicar, seja através das ondas sonoras na época da rádio, seja através das inúmeras realizações artísticas que atravessaram e foram atravessadas pelos encontros no CALM. “É uma plataforma para expressão cultural e trocas”, sintetiza Luiz.

 

INTERAÇÕES E TROCAS

Quando ele fala em trocas está se referindo às trocas imateriais, é claro, mas não só. Basta dizer quase todo o mobiliário do espaço é fruto de doações de outros artistas e amigos. Desde bancos (Juliana Capilé e Tatiane Horevicht), sofás (Carlini e Caniato e Júlio Bedin), colchão (Marília Beatriz), espelho (Dani Paula), lustre (Menotti Griggi) e até as obras de arte em geral. E esta estética baseada na interação e no reaproveitamento diz muito sobre a proposta do espaço. “Uma cara muito mais criativa do que rica enquanto preço”, ressalta.

 

De acordo com Marchetti, a própria localização do CALM, situado entre a Praça da Mandioca e a Avenida Presidente Marques, além de facilitar o acesso ao público, tem uma importância política e social por fazer parte do Centro Histórico da capital. “Não estamos em nenhuma área VIP. [...] Para mim é uma certa honra estar nessa batalha de revitalização, de potencialização do centro da cidade onde eu nasci”.

 

E em relação aos tantos encontros proporcionados pelo CALM, Luiz os relaciona com os encontros promovidos por seus pais, também artistas, quando ele ainda era criança e se divertia durante os saraus e ensaios de carnaval em sua antiga casa. “Acho que o CALM sempre existiu, sempre esteve na minha família”. E conclui, quase em tom confessional, que considera “muito difícil ficar em Cuiabá sem ter uma casa, um lugar onde eu possa encontrar, pesquisar e praticar a arte contemporânea”.

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Edição 192 Agosto de 2019

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