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Sexta-Feira, 03 de Agosto de 2018, 15h:11
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Endividamento volta a subir em julho e atinge 62,7% das famílias em Cuiabá

Por: Redação

 

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), na capital, voltou a subir após registrar três quedas consecutivas e atingiu 62,7% (121.386) do total de famílias em julho. Se comparado com o mês anterior, a pesquisa subiu 3,3 pontos percentuais, quando registrava 59,5% (115.093) em junho. Em valores absolutos, a variação de aumento mensal observada na pesquisa chegou a 5,4% de um mês para outro, um aumento de quase 6,3 mil famílias com contas ou dívidas parceladas.

 

Realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada na sexta-feira (03/08), pela Fecomércio-MT, a pesquisa atual também foi maior na comparação com o mesmo período do ano passado, de 61,6% (118.064) em julho de 2017 para os atuais 62,7%.

 

A proporção das famílias que afirmaram ter contas em atraso também aumentou de um mês para outro, de 27,4% (53.021) em junho para 28,9% (56.053) neste mês. O aumento mensal na pesquisa também foi observado nas famílias que declararam não ter condições de pagá-las, de 17% (32.837) em junho para 17,1% (33.206). Entretanto, na comparação anual, os indicadores mostraram retração de cinco pontos percentuais e de 1,5 ponto percentual, respectivamente.

 

O uso do cartão de crédito lidera como o principal tipo de dívida dos cuiabanos e aumentou 3,1 pontos percentuais de junho para julho, atingindo 70,7% das famílias endividadas. No mesmo período do ano passado, este índice chegava a 58,5%. Já os carnês, houve uma queda de 5,5 pontos percentuais de julho de 2017 para este ano, chegando a 35,5%. Isso mostra uma melhora do acesso ao crédito bancário por parte das famílias.

 

Em relação ao tempo comprometido com dívidas, a pesquisa registou uma média de 6,6 meses em que as famílias cuiabanas passam pagando suas contas de forma parcelada. O índice atual foi praticamente o mesmo ao registrado no mesmo período do ano passado, de 6,8 meses. O que diferenciou foi a parcela da renda comprometida com dívidas, saindo de 25,6% em julho de 2017 para 16,3% neste ano.

 

O posicionamento da Fecomércio-MT quanto ao aumento pontual observado na pesquisa pode ser explicado pelas férias de julho. O aumento do emprego é outro fator relevante que contribui para que as famílias adquiram novos créditos no mercado.

 

Além disso, contribui para a redução das famílias que estão inadimplentes e que afirmaram não ter condições pagar suas contas. Segundo dados do Caged/MTE, Mato Grosso somou no 1º semestre 22.695 novas vagas de trabalho.

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Edição 153 Outubro de 2018

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