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Quinta-Feira, 13 de Fevereiro de 2020, 09h:39
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ENTRETENIMENTO
CHEGADA AOS 50 ANOS Twitter

Alexandre Nero reflete sobre chegada aos 50: 'O corpo pede que eu me cuide mais, seja seletivo'

Por: Gshow

Priscila Prade/Divulgação

Alexandre Nero

 

Quando jovem, o curitibano Alexandre Nero não achava que fosse viver tempo suficiente para desfrutar de uma carreira consolidada. Sequer pensava em constituir família, ganhar dinheiro, ter reconhecimento... Nesta quinta-feira, 13/2, quando completa 50 anos, o pai de Noá, de 4, e Inã, de 1, casado com a consultora de moda Karen Brusttolin, não só está em plena saúde, como é um dos artistas de maior destaque de sua geração. Ator, compositor, músico, cantor e diretor musical, Nero acumula mais de 50 trabalhos no currículo. Portanto, não lhe faltam motivos para festejar.

 

"Não imaginava que chegaria aos 50 anos, sempre tive a sensação quase 'romântica' de que morreria jovem. Talvez por ver que muitos dos meus ídolos na música e na literatura morreram cedo em função dos exageros, da boemia, de doenças como a tuberculose. Como todo jovem, eu me achava gênio – até pelo pouco conhecimento que têm sobre as coisas, os jovens se acham mais criativos, originais - até que, com o passar dos anos, vamos vendo que não é bem assim (risos)."

 

"Brincadeiras à parte, acho que estava no meu subconsciente mesmo a ideia de que eu morreria jovem, já que nunca cuidei de minha alimentação, trabalhava na noite como músico desde adolescente, tinha uma vida boêmia, essas coisas", confessa o aniversariante, sem rodeios.

 

Filho do meio entre duas irmãs, sofreu com a perda precoce dos pais. A mãe morreu, de câncer, quando ele tinha 14 anos. Dois anos depois, perdeu o pai com a mesma doença. O fato de ter ficado órfão ainda na adolescência, ele acredita, também contribuiu para esse pensamento de que partiria ainda novo:

 

"Convivi com a morte desde muito cedo: meus pais não chegaram aos 50 anos. Isso me faz sentir quase um 'explorador' na minha família: estou vivendo algo que eles não conseguiram. Isso me toca profundamente e tem norteado a chegada dos meus 50 anos."

 

Para sorte dele e de quem o cerca, Nero segue firme e forte tirando proveito de suas conquistas. Duas delas têm nome e seu sobrenome: Noá e Inã causaram uma verdadeira revolução na vida do artista. Ele foi pai pela primeira vez aos 45 anos e conta como a chegada dos guris mudou seus planos. Isso inclui uma rotina mais saudável. Após anos de luta contra a balança, hoje, no alto de seu 1,80 metro de altura, está em paz com o reflexo no espelho:

 

"Ser pai é voltar no tempo. Fico lembrando direto de como eu era quando criança, das brincadeiras, da relação com meu pai e minha mãe. Na verdade, o casamento, a chegada dos filhos, tudo isso me fez rever completamente os meus planos. Passei a me exercitar regularmente. Nunca pesei tão pouco na vida adulta quanto agora. Tudo isso porque quero estar com eles, acompanhá-los pelo maior tempo possível."

 

"Aos 50, o corpo pede que eu me cuide mais, que seja seletivo, ou o dia seguinte vai ser dor aqui, dor ali (risos). Lembro que me dei conta de que precisava malhar quando segurava o Noá no colo por 15, 20 minutos, quando ele nasceu."

 

Técnico em agropecuária, Nero já trabalhou como vendedor de telemarketing e caixa de banco. Idealizou e criou a Associação dos Compositores da Cidade de Curitiba, em 1994, depois integrou o Grupo Fato, de 1997 a 2007. No ano seguinte, liderou a banda Maquinaíma e também foi vocalista do Denorex 80. Em 2010, enquanto atuava na novela Escrito nas Estrelas, gravou o CD "Vendo Amor Em Suas Mais Variadas Formas, Tamanhos e Posições".

 

Três anos depois, lançou o DVD "Revendo Amor com Pouco Uso, Quase na Caixa", gravado entre Fina Estampa e Salve Jorge. O sucesso estrondoso veio em 2014, na pele do Comendador José Alfredo, em Império, um anti-herói que dominou a cena e virou queridinho do público. Agora, ele retorna às tramas em Nos Tempos do Imperador, cinco anos depois de só protagonizar séries: Filhos da Pátria e Onde Nascem os Fortes.

 

“A novela é dirigida pelo Vinícius Coimbra, se passa na época de D. Pedro II, vivido pelo Selton Mello, que volta às novelas depois de 20 anos. Faço o grande vilão da história, o Tonico Rocha."

 

"Ele é a favor da escravidão, quer ser Imperador, é um vilão típico, diferente de todos os outros que eu vinha fazendo: não é nada dúbio, é para as pessoas torcerem contra, mesmo (risos). Se a gente não estivesse vivendo momentos políticos como os de hoje, ele seria um personagem de cartoon".

 

"Apesar do pano de fundo histórico, a novela é um entretenimento, uma ficção com licenças poéticas e tudo mais. A ideia não é fazer um retrato fiel da história do Brasil, mas atiçar a curiosidade das pessoas sobre a época, para que elas queiram ler e descobrir mais sobre o assunto", descreve.

 

Com o ano começando, o artista enumera seus projetos. Músico profissional desde os 20 anos, ele pretende, além de atuar na TV e no cinema, retomar sua agenda de shows:

 

"Me dedico integralmente à novela nos próximos meses. Também estou na expectativa de que dois filmes, já em fase de finalização, sejam lançados em 2020. Sempre que sobra um tempo, venho gravando um novo álbum de composições próprias, todas inéditas, depois de 10 anos do meu último trabalho na música. Pretendo lançar ainda no segundo semestre deste ano e depois sair em turnê, voltar a tocar e cantar para as pessoas."

 

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Edição 216 Fevereiro de 2020

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