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Terça-Feira, 12 de Novembro de 2019, 08h:30
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Com moral com Simeone, zagueiro Felipe vê semelhanças entre Tite e técnico argentino: "Pilhados"

Por: Globo esporte

Lucas Figueiredo

FELIPE

 

O zagueiro Felipe começou a sua primeira temporada pelo Atlético de Madrid no banco de reservas, mas logo assumiu a titularidade e ganhou moral com o técnico Diego Simeone, que já o elogiou publicamente. Beneficiado pelas lesões dos concorrentes Savic e Gimenez, Felipe iniciou as últimas sete partidas do clube espanhol.

 

O bom desempenho no Atleti fez com que o jogador voltasse à seleção brasileira depois de um ano, sendo convocado por Tite para os amistosos contra Argentina e Coréia do Sul. As partidas acontecem, respectivamente, na sexta-feira, na Arábia Saudita, e na próxima terça, dia 19, em Abu Dhabi.

 

Se com Simeone o entendimento foi rápido, o mesmo não aconteceu com Tite. Sem formação de base, o zagueiro passou 2012 e 2013 sendo pouco utilizado pelo treinador no Corinthians, mas, após correções técnicas e táticas, ganhou espaço na equipe a partir de 2015 e viu a carreira decolar.

 

Ao GloboEsporte.com, Felipe falou sobre os dois comandantes e apontou semelhanças entre eles:

 

– Eles são muito focados, exigentes, pilhados (risos). Gostam de trabalhar muito a parte tática, o posicionamento, os aspectos defensivos. São dois grandes treinadores.

 

Nesta entrevista, o zagueiro, que está com 30 anos, também detalhou a adaptação no clube espanhol, a busca por espaço na Seleção e os planos para a carreira. Confira:

 

– Ainda é começo de trabalho, tem muita coisa pela frente, mas estou muito feliz no clube. Fui muito bem recebido por todos, desde funcionários, companheiros, diretoria, torcida... No começo foi mais difícil, pois cheguei sozinho. Meu empresário estava aqui, mas minha esposa ainda estava cuidando da mudança de Portugal, depois a equipe também viajou aos Estados Unidos e México para a pré-temporada. Mas agora está tudo no caminho certo, tudo se ajeitando. Estou cada dia mais adaptado, conhecendo melhor os companheiros e como a equipe gosta de jogar.

 

Quem são seus melhores amigos no clube? 

 

– Não digo melhores amigos, pois cheguei há pouco tempo, ainda estou conhecendo todo mundo. O grupo é muito bom, houve um entrosamento muito bom, desde os jogadores que aqui já estavam, como os que chegaram agora, como no meu caso. Tem o Herrera, que era meu companheiro no Porto, o Lodi, que chegou na mesma época, o João Felix, que já conhecia de Portugal... o Diego Costa é um grande líder do clube, muito humilde e que ajuda todo mundo. O Ángel (Correa), o Santi (Santiago Arias) também me entrosei muito bem. Mas o grupo todo é muito bom.

 

O que mais tem gostado da vida em Madri?

– O que tenho mais gostado de Madri, que se assemelha muito com São Paulo, é que é uma cidade grande, com uma atmosfera muito positiva, há muitos bons restaurantes, vários lugares gostosos e históricos... Estou adorando a comida também. Estou gostando de tudo!

 

Como tem sido o início de trabalho com o Simeone? O que ele mais tem te cobrado? Pode contar algo que já tenha aprendido com o Simeone ou algum conselho que ele tenha te dado?

 

– Tem sido bastante diferente, mas um grande aprendizado. Há muitas coisas que ele passa na parte defensiva que são importantíssimas, estou aprendendo bastante. O que ele mais tem cobrado, que mais aprendi aqui, é a postura defensiva correndo para trás, de perfil, visando a bola. É algo que ele cobra muito. Se você estiver com os pés juntos, virados para frente, pode se atrapalhar. Correr perfilado, sempre olhando a bola, seguindo a bola. É uma orientação técnica que ele bate muito com os zagueiros.

 

Você já foi escalado em algumas partidas pelo lado esquerdo da zaga. Como se sente? Quais as maiores dificuldades? Isso é algo que o Simeone acrescentou ao seu jogo?

 

– No Corinthians e no Porto, basicamente, fiz sempre o lado direito. No Bragantino, cheguei a jogar mais no sistema com três zagueiros. É algo para se adaptar, treinar bastante a saída de bola, a posição do corpo na hora de um corte, de uma cobertura... Mas isso pode me ajudar a evoluir, a ter o domínio de todos os setores da zaga. Nos últimos jogos, ao lado do Hermoso, que é canhoto, já voltei para o lado direito.

 

Você começou a temporada no banco de reservas, mas logo assumiu a titularidade. Estava esperando a convocação pelo Tite?

– Não esperava (risos). Estava conversando com a minha esposa e depois de ver uma mensagem do Lodi que eu descobri. Mas claro que eu sempre almejo a Seleção, é um lugar privilegiado, onde todos sonham estar. Como cheguei ao Atlético nesta temporada, meu foco era conseguir me adaptar aqui, ganhar sequência para ajudar minha equipe, e aí depois mirar outros objetivos. Fiquei muito feliz, só tenho a agradecer a todos que me ajudaram até aqui, e espero poder representar bem meu país.

 

A zaga da Seleção conta com Marquinhos e Thiago Silva, que são praticamente intocáveis, e também Militão, que vem sendo convocado com frequência. Você entende que há apenas uma vaga em disputa?

 

– Isso aí deixo para o Tite e a comissão técnica da Seleção responderem (risos). No Brasil, há muitos jogadores de qualidade, muitos jogadores com capacidade de vestir a camisa da Seleção Brasileira. Quem quiser fazer parte do grupo, e mais difícil ainda, se manter no grupo, precisa jogar em alto nível sempre, no clube e, principalmente, quando tem a chance de mostrar nos treinos e jogos pela Seleção.

 

Em outras entrevistas você disse que tinha o sonho de jogar num grande clube do Brasil, depois ir para um gigante europeu e também de chegar à Seleção. Todos esses objetivos você já alcançou. E agora, qual a próxima meta?

 

– Todo jogador sonha com grandes coisas, eu não sou diferente. La Liga, Liga dos Campeões, Copa do Mundo... são os principais torneios para um jogador de futebol. Mas eu tenho os pés no chão, gosto de trabalhar no dia a dia, pensar em um passo de cada vez, jogo a jogo. Cheguei há pouco tempo ao Atlético de Madrid, que é um gigante europeu, então quero me firmar aqui, fazer história, ser vencedor, e a cada etapa vou buscando objetivos maiores.

 

 

Por que você acha que não se firmou na Seleção depois das primeiras convocações e o que fazer para agarrar a chance e não sair mais agora?

 

– É algo que também não sou eu que posso falar. Como disse, são muitos jogadores de qualidade em cada setor. O que eu procuro fazer é trabalhar mais forte e evoluir. Jogador que alcança um patamar e se acomoda, a tendência é só cair. Enquanto eu estiver em um grande clube, eu vou dar o meu máximo para sempre melhorar e ter a melhor carreira possível.

 

Você já destacou em diversas entrevistas a importância do Tite para sua evolução como jogador. Quais as principais diferenças do Felipe de hoje para aquele que trabalhou com Tite no Corinthians?

– Ah, a experiência conta muito, né? Não só fora de campo, como pessoa, morando longe da família e dos amigos, mas em campo também, disputando partidas difíceis, decisões, conhecendo diferentes escolas europeias... tudo isso ajuda na formação. Quando cheguei ao Corinthians, eu não tinha base, então tive que aprender aspectos técnicos e táticos para depois poder começar a jogar em alto nível. Não só o Tite, mas a comissão técnica e alguns jogadores me ajudaram muito.

 

Muitos jogadores quando se aproximam dos 30 anos, sua idade, priorizam centros do futebol de menor expressão, mas que pagam melhor, como China e Emirados Árabes. Apesar de ter propostas destes países, você sempre priorizou a Europa. Por quê? Pensa em um dia jogar nestas ligada para fazer um "pé de meia"?

 

– Meu desejo é manter um alto nível. Não que isso não seja possível em outros centros, mas eu tinha como meta chegar à Europa e, agora, estou em um clube que é do primeiro escalão do continente. O peso é diferente. Eu tenho ambição de conquistar grandes títulos, alcançar grandes feitos na carreira, então essa é a minha meta no momento. Ainda não penso em futuro distante, em ir para outro centro ou um dia voltar para o Brasil... Meu objetivo no momento é poder me firmar e fazer história em um clube gigante da Europa, como é o Atlético de Madrid.

 

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Edição 208 Dezembro de 2019

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