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Sexta-Feira, 03 de Agosto de 2018, 10h:55
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FÓRMULA 1

Daniel Ricciardo deixa RBR no fim da temporada para se juntar à Renault

Por: Globo Esporte

 

Numa gigantesca reviravolta, Daniel Ricciardo teve confirmada sua saída da RBR no fim da atual temporada da Fórmula 1. O australiano, que no último fim de semana disse na Hungria que a renovação provavelmente seria anunciada antes do GP da Bélgica, logo em seguida foi confirmado na Renault e será o companheiro do alemão Nico Hulkenberg. Com isso, uma das vagas mais cobiçadas do grid da F1, na terceira melhor equipe do atual campeonato, fica em aberto - Max Verstappen já tem contrato renovado até 2020.

 

- Foi provavelmente uma das decisões mais difíceis de tomar na minha carreira até agora. Mas eu pensei que era hora de eu assumir um novo desafio. Eu percebo que há muito pela frente, a fim de permitir que a Renault atinja o seu objetivo de competir ao mais alto nível, mas fiquei impressionado com o seu progresso em apenas dois anos, e sei que cada vez que a Renault se encontra no esporte acaba eventualmente por ganhar. Espero poder ajudá-los nesta jornada e contribuir dentro e fora do caminho - disse Ricciardo.

 

Pelos lados da RBR, o diretor esportivo Christian Horner usou as frases de praxe para agradecer a Ricciardo pelos anos na equipe:

 

- Nós respeitamos totalmente a decisão de Daniel de deixar a equipe e desejamos a ele tudo de melhor em seu futuro. Gostaríamos de lhe agradecer pela sua dedicação e pelo papel que desempenhou desde que se juntou à equipe em 2014, sendo os destaques, claro, as sete vitórias e os 29 pódios que conseguiu até agora conosco. Vamos agora continuar a avaliar as inúmeras opções disponíveis antes de decidirmos qual piloto será o parceiro de Max Verstappen para a temporada de 2019. Enquanto isso, ainda restam nove corridas em 2018 e estamos totalmente focados em maximizar todas as oportunidades para Max e Daniel pelo restante da temporada.

 

Sainz versus Gasly?

Diante do inesperado movimento de Ricciardo, a vaga na RBR tem alguns postulantes. O mais natural e experiente seria justamente aquele a quem o australiano vai substituir: Carlos Sainz. O espanhol ainda tem contrato com a RBR e está emprestado à Renault. No entanto, Sainz também negocia com a McLaren para a vaga de Stoffel Vandoorne e, segundo se falou no paddock de Hungaroring, o acordo estaria praticamente fechado.

 

Outro candidato forte passa a ser o francês Pierre Gasly, que tem deixado boa impressão este ano na STR e já vem trabalhando com os motores Honda, que serão usados pela RBR em 2019. Curiosamente, Sainz e Gasly foram companheiros de equipe na STR por duas corridas em 2017.

 

Salário e motor foram decisivos

 

Piloto apoiado pela RBR desde as categorias de base, Daniel Ricciardo estreou na F1 em 2011, emprestado para a modesta HRT. Já em 2012 passou a correr na STR e, depois de bons resultados, foi confirmado como companheiro de Sebastian Vettel na RBR depois que Mark Webber se aposentou, no fim de 2013. Para a surpresa de muitos, Ricciardo atropelou Vettel no duelo interno em 2014, e o alemão se transferiu para a Ferrari em 2015.

 

No entanto, a RBR teve muitas dificuldades com o motor Renault no começo da era híbrida e demorou a apresentar competitividade. Com esse panorama, Ricciardo não conseguiu nunca brigar consistentemente por vitórias, tampouco pelo campeonato. Apesar disso, em diversas ocasiões, aproveitou circunstâncias de corrida para vencer, o que sempre deixou em alta sua reputação.

 

A relação com a RBR começou a azedar quando em 2017 a equipe renovou com a revelação holandesa Max Verstappen por um salário bem maior do que o recebido pelo australiano. Como tinha contrato até o fim deste ano, Ricciardo teve de esperar para cobrar - pelo menos - uma equiparação. Além disso, o piloto não se mostrou confiante com o acordo da RBR com a Honda e queria ser convencido de que a montadora japonesa pode se mostrar, de fato, competitiva.

 

Este ano, a RBR teve uma importante evolução de desempenho, embora Ricciardo novamente não tenha tido meios de brigar diretamente pelo título. Apesar disso, o australiano conquistou duas grandes vitórias, na China e em Mônaco, onde driblou magistralmente um problema no MGU-K de seu motor Renault para resistir à pressão de Sebastian Vettel.

 

Com a negociação com a RBR emperrada, Ricciardo chegou a flertar com Mercedes e Ferrari, mas a equipe alemã renovou com Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, enquanto no time de Maranello o problema foi a barração de Vettel.

 

Sem saída, a renovação com a RBR voltou à pauta e parecia encaminhada. Até que Ricciardo decidiu deixar a equipe pela qual obteve todas as suas sete vitórias para encarar um novo desafio a Renault, uma equipe de fábrica e a que mais evoluiu no percentual de pontos em relação à última temporada no período antes das férias.

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Edição 144 de Agosto de 2018

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