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Segunda-Feira, 16 de Abril de 2018, 16h:01
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SEM ACORDO

Justiça volta a negar liberação de Scarpa e dá prazo para Flu e meia se manifestarem

Por: Globo Esporte

Reprodução

Fluminense

Em audiência na 70ª Vara do Trabalho do Rio, jogador e clube não chegam a acordo. Magistrada Dalva Macedo mantém decisão que impede atleta de atuar pelo Palmeiras

Não foi dessa vez que houve solução no imbróglio entre Gustavo Scarpa e Fluminense. Em audiência na manhã desta segunda-feira, no Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ), a juíza Dalva Macedo concedeu 10 dias úteis para as partes apresentarem as razões finais no processo. Após o prazo determinado, a magistrada, titular da 70ª Vara do Trabalho do Rio, analisará as manifestações apresentadas e dará a sentença.

 

Além disso, negou um pedido dos advogados do atleta para que reconsiderasse sua decisão de janeiro, quando não concedeu a liberação antecipada do atleta do clube carioca enquanto o processo estivesse em andamento. Desta forma, Scarpa segue vinculado ao Fluminense, e impedido de atuar pelo Palmeiras. A parte que perder o caso na 1ª instância poderá recorrer.

 

Gustavo Scarpa esteve presente na audiência, que durou cerca de 50 minutos e correu em segredo de justiça a pedido de seus advogados - por isso não teve acesso à imprensa permitido. O atleta e seus advogados preferiram não dar declarações na saída. No entanto, confirmaram que não irão tentar outro mandado de segurança até a sentença final da juíza.

 

Já o advogado que representava o Fluminense, Rui Meier, conversou com a imprensa. Perguntado se estava confiante em um desfecho favorável ao Tricolor, ele revelou que o clube chegou a conversar com o staff do atleta, empresariado pela OTB, em busca de um acordo:

 

- Sempre. Tudo depende das partes e conciliarem. O Fluminense conversou com o atleta e seus representantes na semana passada, mas não chegamos a um acordo. Tudo é questão de conciliar. O vínculo dele, hoje, é com o Fluminense. Mas ele optou por não se reapresentar ao trabalho, o que é uma faculdade legal dele, então é por isso que ele não está jogando - explicou o advogado Rui Meier.

 

Entenda o caso

 

O processo movido por Scarpa contra o Flu tem valor de R$ 9,282 milhões e se baseia em atraso no pagamento de vencimentos, como direitos de imagem e FGTS. Tudo começou em 22 de dezembro do ano passado, quando o atleta ingressou com a reclamatória, solicitando a rescisão imediata de seu vínculo com o Tricolor.

 

No dia 12 de janeiro, a juíza Dalva Macedo negou o pedido de liberação antecipada enquanto o processo estivesse em andamento e marcou uma audiência para ouvir ambas as partes. Um dia depois, porém, o atleta entrou com um mandado de segurança em segunda instância e conseguiu se desvinvular do time carioca.

 

Ele foi anunciado pelo Palmeiras em 15 de janeiro e atuou disputou oito partidas pelo novo clube, marcando dois gols. A liminar, porém, foi cassada pelo TRT em 15 de março e referendada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) posteriormente.

 

Sem se reapresentar ao Flu, Scarpa não joga desde 11 de março. Enquanto seu futuro não é definido, ele mantém a forma física em uma academia em Hortolândia, interior de São Paulo. Nesta segunda-feira, interrompeu os treinos para ir ao Rio de Janeiro comparecer a audiência.

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Edição 152 Outubro de 2018

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