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Terça-Feira, 12 de Junho de 2018, 16h:04
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FOME DE BOLA

"Neymar está com fome e no momento perfeito para brilhar”, diz ex-Chelsea, Real e Holanda

Por: FOX SPORTS

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Há poucos técnicos estrangeiros no mundo que podem falar com propriedade sobre dois temas em conjunto: jogadores brasileiros e Copa do Mundo. E um deles é um holandês bem conhecido por esse cruzamento com o país pentacampeão: Guus Hiddink, ex-Chelsea, Real Madrid, PSV Eindhoven e Valencia, entre outros clubes.

 

O treinador de 71 anos foi quem comandou a Holanda que encantou a Copa de 1998 e perdeu a semifinal para o Brasil, nos pênaltis, depois de um eletrizante 1 a 1 no tempo normal e prorrogação. Quatro anos mais tarde, conduziu a anfitriã Coreia do Sul às semifinais da Copa e virou um ícone local. Não bastasse, no Mundial seguinte, na Alemanha, mais um feito raro: passou por uma primeira fase difícil contra Brasil, Croácia e Japão e levou a zebra Austrália às oitavas de final. O time da Oceania só foi eliminado pela campeã Itália com um pênalti duvidoso em uma derrota por 1 a 0.

 

Hiddink treinou Romário no PSV, Roberto Carlos no Real Madrid, Belletti e Deco no Chelsea, e, recentemente, Oscar, Diego Costa e Alexandre Pato na equipe de Londres, entre vários brasileiros. Mas é o Baixinho o jogador que ele coloca como inesquecível em sua carreira. O holandês fica até mais feliz quando a pergunta é sobre seu ex-comandado com o qual foi campeão mundial de clubes e é só elogios ao tetracampeão.

 

“Eu amava ele. Ele veio dos Jogos Olímpicos (em 1988) para o PSV e eu conversava muito. Eu amo ele, porque ele era muito especial. Ainda quando eu era técnico e estava muito nervoso às vésperas de uma partida, de jogos muito, muito, muito grandes como uma Champions League, por exemplo, ele chegava em mim e dizia: ‘Mister, calma, calma, não se preocupe. Isso é Romário”, se recorda, colocando o Baixinho no mesmo nível de Messi e Cristiano Ronaldo.

 

“Ele tinha habilidades que grandes atacantes não tinham. Ele sabia muito bem fazer gols, quanto mais perto ele estava. Romário foi o maior goleador que vi, mas trabalhei também com Raúl no Raul Madrid. Claro que são diferentes, mas no tempo dele ele era desse nível (como Cristiano Ronaldo ou Messi) Era um cara muito honesto e eu gosto muito dele”, declarou.

 

Derrota amarga pro Brasil em 98

A derrota nos pênaltis para o Brasil, nas semifinais da Copa do Mundo da França ainda é lamentada pelo holandês. Para ele, seu time mereceu ganhar aquele jogo no tempo normal e na prorrogação, e o coloca como grande momento de sua carreira em Mundiais.

 

“Bem, já que você está dizendo sobre algo que aconteceu há muito tempo... Eu tenho boas e más memórias, até por que perdemos para o Brasil nos pênaltis e não chegamos à final. Mas eu acho que aquela foi uma das melhores partidas daquele torneio. Tenho a memória boa por aquilo, mas não por não termos ido à final”, falou.

 

“Não acho (que o Brasil mereceu vencer). Nós quem deveríamos ter vencido aquela partida. Até por que tínhamos um time muito bom, assim como Brasil, mas acho que merecíamos. Mas é esporte. Você ganha e perde. Acontece”, declarou.

 

Grande chance para Neymar

Hiddink vê um momento de “tudo ou nada” para Neymar na Copa em termos de aspirações para ser o melhor do mundo e poder encostar em Messi e Cristiano Ronaldo. Para Hiddink, o brasileiro está chegando muito forte mentalmente.

 

“Esse é o momento perfeito para ele mostrar que pode fazer a diferença. Ele está faminto. Acho que ele está com a mente muito sã para jogar muito bem.”

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Edição 149 de Setembro de 2018

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