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Sábado, 26 de Outubro de 2019, 09h:20
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Rafinha confessa que temeu perder semifinal e minimiza brincadeira com Renato Gaúcho: "Carinho enorme"

Por: Globo esporte

Cahê Mota

RAFINHA

 

Ao lado de Arrascaeta, Rafinha foi a grande dúvida do Flamengo para o segundo jogo da semifinal da Libertadores contra o Grêmio, na última quarta. Por conta de uma cirurgia para corrigir uma fratura no rosto, usou um capacete, foi para o jogo e foi bem. Nesta sexta, na reapresentação do elenco, o camisa 13 confessou que temeu ficar fora da partida.

 

- Foi complicado. Não gosto de criar fantasia ou dar discurso de que não teve problema. A cirurgia foi complicada. Não vou mentir, nos primeiros dias tive um temor, sim. Sei que não é simples, mas graças a Deus a recuperação foi forte e com o apoio da minha família pude chegar pronto para o jogo e ajudar - disse Rafinha.

 

Sobre a provocação ao técnico Renato Gaúcho, na comemoração dos jogadores, após a vitória sobre o Grêmio, Rafinha minimizou e disse gostar do treinador.

 

- Foi uma brincadeira. Tenho um carinho enorme pelo Renato Gaúcho, e ele sabe disso.

 

Outros trechos

Elogios de Gallardo e Enzo

Ficamos felizes com os elogios e sabemos que a equipe do River é muito forte, sabe ganhar essa competição. Vai ser uma final maravilhosa, mas falta um pouquinho. Temos que guardar esse discurso e focar na competição nacional.

 

Desgaste

O momento é bom. Não lembro de um dia ter treinado ou jogado sem sentir dor. Mas o momento é bom, todo mundo quer jogar, e a comissão nos passa tudo que é necessário para estarmos bem e preparados até o final.

 

Títulos no Brasil

Meu objetivo era ser campeão sempre. Claro que sabia que seria difícil, o tempo era curto para nos prepararmos. Logo tínhamos duas decisões contra Athletico e Emelec. Felizmente, conseguimos seguir na Libertadores. O Brasileiro é super difícil e é gratificante disputar e liderar. O Mister cobra muito e o que estamos colhendo é resultado do nosso trabalho.

 

Tensão pós-lesão

Foi complicado. Não gosto de criar fantasia ou dar discurso de que não teve problema. A cirurgia foi complicada. Não vou mentir, nos primeiros dias tive um temor, sim. Sei que não é simples, mas graças a Deus a recuperação foi forte e com o apoio da minha família pude chegar pronto para o jogo e ajudar.

 

Patamar do Flamengo

Estamos jogando bem. É fruto do nosso trabalho, fruto do trabalho do nosso treinador, que me surpreendeu muito. Já o conhecia, mas não de tão perto assim. Ele deixa tudo mastigadinho, deixa tudo mais fácil para gente. Deixa nosso time mais solto em campo, com uma intensidade muito grande. Esse é o resultado. Eu já não gosto de ficar falando muito, falar de qual patamar o time está no cenário mundial. Esse tipo de comparação não cabe a mim. Tenho que falar com os pés. Tem pessoas acima que podem responder melhor (sobre o nível) do Flamengo.

 

Ansiedade para finais

Temos muito jogadores que disputaram várias decisões e agora é hora de virar a chave. Não é hora de pensar em Libertadores. Estamos fazendo uma campanha maravilhosa e temos que focar no Brasileiro. Não sou mais menino, disputar final é sempre especial. Mas não temos que pensar nisso agora.

 

Riscos de pancada no rosto

Foi tudo bem pensado, bem planejado. Jamais entraria numa partida de uma dimensão dessa correndo muito risco. Não podia tomar uma pancada em cima que prejudicaria a situação, mas o Tanure e o doutor Augusto, que me operou, tiveram todos os cuidados.

 

Capacete

Tenho que seguir jogando com o capacete. É uma proteção a mais. E vou seguir até que o departamento médico me libere.

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Edição 211 Janeiro de 2020

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