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Terça-Feira, 22 de Outubro de 2019, 14h:15
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Zé Ricardo abraça chance no Inter até o final do ano: "Aceitei esse desafio"

Por: Globo esporte

EDUARDO DECONTO

ZE RICARDO

 

Sincero e feliz pela oportunidade, o técnico Zé Ricardo abraçou a oportunidade no Inter. Apresentado oficialmente nesta terça-feira como treinador do clube até o final da temporada, o comandante terá 11 jogos do Campeonato Brasileiro para mostrar serviço, com objetivo prioritário de classificar o time para a Libertadores e sem a certeza de permanência na próxima temporada.

 

O discurso do treinador é diretamente ligado com o cenário contratual. Neste primeiro momento, a solução encontrada é temporária. O vínculo assinado não tem qualquer cláusula de renovação automática para 2020, tampouco multa rescisória. A situação não preocupa o treinador para o futuro. Pelo contrário, o empolga.

 

– Quando você escolhe ser treinador, sabe que a vida será marcada por desafios. É um grande desafio vestir a camisa do Inter. Tenho muita confiança no clube. São poucos treinadores que têm a oportunidade de vestir a camisa de um time multicampeão – afirmou treinador. – Apoiados pela nossa torcida, temos tudo para conquistar o objetivo para que fui contratado, a vaga na Libertadores.

 

"Quando você escolhe ser treinador, sabe que a vida será marcada por desafios. É um grande desafio vestir a camisa do Inter. Tenho muita confiança no clube. São poucos treinadores que têm a oportunidade" (Zé Ricardo)

 

Para Zé Ricardo, o mais importante é mostrar serviço e elevar o nível de atuações do Inter. Ao mesmo tempo, para ele, será uma chance de melhorar o próprio rendimento na temporada. Afinal, o clube gaúcho será o terceiro sob seu comando – teve passagem por Botafogo e Fortaleza, respectivamente, em 2019.

 

– Fui contratado para dar resultados nesses 11 jogos que faltam. Aceitei esse desafio porque aqui tem ótimos profissionais. Sei que não é fácil, mas temos suporte e camisa para alcançar nosso objetivo – completou.

 

A estreia será no próximo sábado, diante do Bahia, fora de casa. Pela frente, o técnico ainda terá no horizonte o Atlhetico, clube que venceu o Inter na final da Copa do Brasil, e o clássico Gre-Nal. Uma série considerada difícil logo nos três primeiros jogos. Mas o treinador chega confiante na qualidade do grupo.

 

– Não é fácil perder uma competição no qual o Inter foi muito bem (Copa do Brasil). Acabou derrotado na final, mas o grupo tem potencial. Um dos motivos que me fez aceitar foi saber do potencial que há no grupo. Você visualiza um final de ano na Libertadores porque o Inter merece por tudo o que construiu. Ninguém dará a vaga de graça e trabalharemos por isso – comenta.

 

Direção fala em consenso

Assim que Odair Hellmann foi demitido, o nome Zé Ricardo entrou pauta colorada, graças a Rodrigo Caetano, seu velho conhecido dos tempos de Flamengo. Em uma primeira oportunidade, sem sucesso.

 

A ideia era tentar acertar com o treinador para 2020. Após insucessos com Roger Machado, do Bahia, e Tiago Nunes, do Athletico, o Inter enviou uma comitiva a Buenos Aires. Houve reunião com Eduardo Coudet, que gostou da proposta, mas rechaçou deixar o Racing imediatamente. As conversas foram encerradas – por ora.

 

Caetano conseguiu convencer a diretoria sobre Zé Ricardo, nome que ganhou força após a derrota contra o Vasco. No fim da tarde de segunda-feira, o anúncio oficial foi divulgado no site do Inter. Na entrevista coletiva de apresentação, o diretor executivo afirmou que a contratação foi consenso da direção.

 

– As nossas decisões são compartilhadas, principalmente o cargo de treinador. Esse debate precisa ser mais elevado ainda. Significa que o nome de Zé Ricardo é consenso entre todos. O fato de eu ter trabalhado com ele é mais positivo para uma tomada de decisão – disse Rodrigo Caetano.

 

Confira mais trechos da entrevista:

Odair Hellmann

"Meu profundo respeito ao profissional Odair Hellmann, que tive a oportunidade de conhecer há dois anos, meu colega de turma. O que ele fez aqui não foi pouco. Há pouco fique sabendo que, após Rubens Minelli na década de 70, foi o treinador mais longevo do Internacional. Isso não é fácil, se tratando de um técnico que veio da base. Isso ocorreu comigo. Mostrou resultado e desempenho. Hoje está estabelecido no mercado e fará grandes trabalhos, tanto ele quando o Maurício Dulac".

 

Grupo do Inter

"Não é fácil perder uma competição no qual o Inter foi muito bem (Copa do Brasil). Acabou derrotado na final, mas o grupo tem todos esse potencial. Um dos motivos que me fez aceitar esse desafio é saber que tem esse potencial no grupo. Você visualiza um final de ano, até porque o Inter merece por tudo o que construiu, essa vaga na Libertadores".

 

Como será o trabalho?

"A ideia, de forma bem sincera, é dar continuidade ao trabalho. Em 40 e poucos dias, se você tenta fazer mudanças drásticas para um time que vem jogando de uma forma há quase dois anos, pode fazer uma confusão na cabeça dos jogadores. Cada treinador tem seu modo de trabalho, mas queremos recuperar os bons momentos que o Inter teve em um passado bem recente de forma mais rápida possível. Esse será o trabalho que vamos fazer nos próximos dias. Pensaremos jogo a jogo. Temos um adversário direto fora de casa. Buscaremos fora já mudar algumas coisas bem pontuais."

 

Recuperar a confiança do grupo

"Primeiro é mostrar a eles (jogadores) o quanto já foram competentes e deram resultado em um passado recente. Jogadores do nível que temos aqui, acho que isso não é difícil. Há jogadores experientes que entendem que o momento pode mudar já na próxima rodada. Vamos ao campo com minhas ideias de jogo, mas, principalmente com o contato no dia a dia, que espero que seja muito intenso. Estarei no clube praticamente o tempo todo. Que busquemos essa intimidade o quanto antes com os atletas porque facilitará para render em campo".

 

Reencontro com Guerrero

"O Paolo é um grande atleta. Tomara que faça o que já fez quanto tive junto dele, que ele foi muito bem na passagem que teve comigo pelo Flamengo. Foram os dois melhores anos dele como artilheiro. Passa por um momento difícil, mas como artilheiro, rapidamente pode voltar a fazer gols".

 

Contrato curto

"Toda vez que você tem um trabalho pela frente, principalmente pelo futebol, o trabalho tem riscos e possibilidades. Optei pela possibilidade. O Inter é um clube que prospecta qualquer profissional. Tenho um grande desafio. Trabalharei todos os minutos até 8 de dezembro. O futuro a Deus pertence. Se tiver que ocorrer algo até o final do ano, ocorra, mas não podia perder a oportunidade de trabalhar em um clube como o Inter. E sei que fiz a decisão certa".

 

Permanência em 2020

"Futebol é dinâmico. Não há como prever 2020. Vou fazer o meu melhor. Essa possibilidade eu deixo nas mãos da direção. Claro que eu quero ficar, mas estou muito ciente. Uma das coisas que me fez aceitar foi a verdade e a honestidade com que foi tratado o caso desde o início. Ninguém escondeu nada de ninguém. Quando tomei a decisão já sabia o que teria pela frente".

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Edição 208 Dezembro de 2019

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