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Terça-Feira, 18 de Junho de 2019, 09h:01
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Fisioterapeuta é essencial no tratamento da escoliose

Por: Redação

A coluna vertebral humana não é simétrica e possui curvas naturais, entretanto algumas pessoas podem apresentar uma torção generalizada das vértebras que causa uma grave deformidade: a escoliose. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2 a 3% da população mundial sofre de escoliose, o que seria algo em torno de 6 milhões de brasileiros. Para alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e o tratamento adequado a OMS instituiu o “Junho Verde”- Mês de Conscientização da Escoliose. 

 

Assessoria

junho verde

 

A patologia não tem cura completa, mas o tratamento adequado no tempo certo melhorara a harmonia corporal e a mobilidade das pessoas acometidas pela doença além de evitar a evolução da escoliose, podendo inclusive eliminar a necessidade de cirurgia.

 

Neste contexto, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional na 9ª Região (CREFITO-9), reforça o papel do Fisioterapeuta no tratamento da doença com uma entrevista com a Dra. Corina Carlotto, especialista no tratamento da coluna vertebral há mais de 20 anos. 

 

CREFITO-9: O que é escoliose?

Dra. Corina Carlotto: A escoliose é uma patologia que faz uma torção generalizada em todo o tronco do indivíduo.  É considerada uma deformidade tridimensional, uma vez que provoca alterações no três planos do espaço, ou seja, há inclinação, rotação e extensão da vértebra. Existem vários graus de escoliose.

 

CREFITO-9: Quais são as causas?

Dra. Corina Carlotto: A causa de 80% desses desvios patológicos da coluna vertebral é desconhecida, são as chamadas escoliose idiopáticas, acredita-se que seja uma patologia multifatorial.  Existem as outras que são advindas de má formação congênita ou ainda podem estar associadas a alterações ósseas, musculares ou neurológicas do organismo.

 

CREFITO-9: Existe um grupo de risco para escoliose?

Dra. Corina Carlotto: A patologia pode acometer qualquer pessoa, sendo mais comum o durante os  surtos de crescimento,  entre os cinco e 8 anos  e dos 11 aos 14 anos de idade.  A anomalia acomete mais as meninas do que os meninos, em uma proporção de sete para um.

 

CREFITO-9: Como diagnosticar a doença?

Dra. Corina Carlotto: Nas crianças e adolescentes a escoliose normalmente é indolor, por isso é importante que os pais observem se há desvios  e assimetrias no corpo e façam o teste de Adams que consiste na flexão do tronco para frente e para baixo (como se fosse por a mão no chão). Se um lado da coluna for mais elevado que o outro, se houver alguma protuberância é sinal de escoliose.  Na fase adulta a escoliose pode causar dores e provocar outras patologias.

 

CREFITO-9: Como é o tratamento?

Dra. Corina Carlotto: O tratamento vai depender do grau da escoliose. Em contexto geral, até os 20 graus as intervenções fisioterapêuticas podem conter o avanço da doença, dos 20 aos 45 graus é necessário o uso do colete além da Fisioterapia, acima de 45 graus é indicada intervenção cirúrgica caso essa curva não estabilizou, neste caso o Fisioterapeuta trabalha no processo de reabilitação pós cirúrgica. Ou seja, em todos os graus o profissional de Fisioterapia é essencial.

 

CREFITO-9: Quais são os métodos fisioterapêuticos utilizados no tratamento?

Dra. Corina Carlotto: Além do RPG com trabalho específico da escoliose há duas técnicas europeias muito utilizadas. A italiana SEAS (Scientific exercises approach to scoliosis) na tradução livre, exercícios científicos na abordagem da escoliose e o método alemão SCHROTH. Todos são indicados para conter o avanço das curvas patológicas e devolver a harmonia corporal, a mobilidade e a autoestima do paciente. Nosso papel é segurar o máximo possível para não chegar a fase cirúrgica.

 

CREFITO-9: Existe tratamento em grupo para a escoliose?

Dra. Corina Carlotto: É importante ressaltar que o tratamento para escoliose é individual, único e prescrito de acordo com o grau da doença. Não existe tratamento grupal de escoliose. Assim como não há evidências científicas de que a natação ou o pilates por si só contenham o avanço da doença, ambos são coadjuvantes no tratamento, auxiliando também na socialização do paciente.

 

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Edição 201 Outubro de 2019

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