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Estudantes de Cuiabá buscam soluções para crises mundiais em sala de aula

Redação

A Assembleia-Geral das Nações Unidas, realizada esta semana em Nova York foi destaque nos grandes jornais de todo o mundo. No Brasil, estudantes do ensino fundamental e do ensino médio realizaram o mesmo encontro, numa grande simulação que segue protocolos rígidos, semelhantes aos da ONU (Organização das Nações Unidas).

Assessoria

estudantes

 

Durante os três dias de evento, cerca de 80 alunos são divididos em três comitês, com representantes de países de todo o mundo. Cada grupo é norteado por um tema de interesse global. Este ano, as pautas são violação de direitos humanos, poluição industrial e envelhecimento populacional.

Para defender os interesses dos norte-americanos, a estudante Cibelle Maria Pádua, de 14 anos e aluna do 9ª ano, assumiu o cargo de delegada de comissão. Ela explica que tem o papel de trazer soluções para as problemáticas do meio ambiente. “Estou aqui para resolver essa questão (meio ambiente), levando em consideração não afetar a economia, para continuarmos a maior potência mundial”, argumenta.

Também com apenas 14 anos e aluna do 9ª ano, Maria Eduarda Ribeiro, é diretora do evento e explica que para participar, todos passam por uma longa preparação. "São várias reuniões de preparo ao longo do ano. É uma experiência fantástica e muito satisfatório ver jovens da escola com interesse no projeto, tudo que discutimos são temas que acontecem ao nosso redor, da nossa realidade e é isso que me motiva”, dispara.

O diretor-geral do Colégio Salesiano São Gonçalo, padre Paulo Vendrame, explica que entre os principais objetivos, está o de formar cidadãos globais, sensíveis aos problemas do mundo. "A proposta do SimulaONU é despertar o senso crítico dos nossos alunos, fomentar a aprendizagem sobre temas que envolvam o cenário internacional, e torná-los cidadãos globais, com percepção lógica, respeitosos e éticos", pontua.

Para demonstrar a seriedade do debate, os estudantes se vestem de maneira formal. As garotas com tailleurs e os rapazes com terno e gravata. De acordo com o professor de geografia, Eder Dourado, que está desde da primeira edição do projeto, em 2015, a proposta é ir além da sala de aula. "Nosso modelo segue usa uma série de elementos das simulações iniciadas em Harvard com outros elementos de simulações como a PoliOnu de São José dos Campos-SP. Hoje os alunos se reúnem a cada 15 dias, numa formação contínua, para este grande Simulado. Cada estudante assume um cargo, que pode ser de diretor, delegado, entre outros. Ao fim, precisam apresentar uma solução aos temas discutidos", detalha o educador.

Além dos comitês, há ainda um grupo denominado de Central da Imprensa, com o papel de noticiar as deliberações do encontro e também mobilizar a opinião pública à cerca dos assuntos abordados. "Nosso papel jornalístico é levar informação à população e até mesmo fazer intervenções dentro dos comitês com as nossas notícias, para pautar os assuntos debatidos nos comitês", diz a estudante do 2º ano do ensino médio, Marília Fontes, de 16 anos, convidada pela diretoria para a coordenador o grupo.

Com o desejo de cursar Relações Internacionais, o estudante Antônio Aguiar participa pela 4 vez no grande simulado. Este ano integra a Mesa Diretora do Comitê de Direitos Humanos. Para ele, a oportunidade gera aprendizado e crescimento aos participantes de forma imensurável. “O SimulaOnu tem a principal dádiva de desenvolver a argumentação dos alunos, trazendo a discussão de temas geopolíticos, história dos países, sociologia e atualidades. Conhecimentos esse que favorece o desempenho no Enem, em todas as suas áreas de conhecimento e na redação”, defende.

O SimulaOnu do Colégio Salesiano São Gonçalo é pioneiro em Cuiabá, está na sua 4ª edição e foi realizado nos dias 20, 21 e 22 de setembro, na sede da instituição.


Fonte: Notícia Max

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