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Segunda-Feira, 11 de Novembro de 2019, 14h:47
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Bolívia tem incêndios e saques após renúncia de Evo Morales; comandante da polícia também deixa o cargo

Por: G1

Juan Karita

BOLIVIA

 

A Bolívia registrou incêndios em casas, saques a lojas e gangues nas ruas depois que Evo Morales renunciou à Presidência neste domingo (10). Os incidentes foram registrados nas cidades de La Paz, capital do país, e Santa Cruz.

 

Inicialmente, logo após o pronunciamento de Evo, multidões comemoraram a renúncia. Mais tarde, no entanto, começaram os ataques – aparentemente de retaliação.

 

Segundo o jornal boliviano "El Deber", o comandante geral da polícia, Vladimir Yuri Calderón, renunciou nesta segunda-feira (11) depois dos incidentes violentos.

 

Um vídeo difundido entre os bolivianos mostra pessoas dentro da propriedade do próprio Evo Morales, depois que ele voou para outra parte do país. O imóvel foi alvo de pichação

 

Figuras importantes da oposição e o acadêmico Waldo Albarracin relataram em redes sociais que tiveram suas casas incendiadas por apoiadores de Evo. A residência de uma jornalista da Televisão Universitária também foi queimada.

 

O jornal “La Razon” descreveu que várias áreas da cidade de La Paz amanheceram com rastros “de uma noite de terror” e disse que a polícia esteve ausente e demorou para entrar em ação.

 

Em alguns bairros, vizinhos organizaram piquetes e barricadas de contenção. Houve ainda ataques a pátios de ônibus – em uma das centrais, 33 veículos viraram cinzas.

 

Em Santa Cruz, o chefe da polícia, Miguel Mercado, disse que algumas “hordas e grupos de vândalos” saíram à noite no domingo para causar pânico na população, de acordo com o jornal “El Deber”.

 

"Quero anunciar que em Santa Cruz a situação está controlada. Não só graças à intervenção policial, graças à população, à consciência dos cidadãos que pretendem que se reinstitua a democracia”, afirmou a autoridade policial.

 

Vazio de poder

Apesar de a senadora de oposição Jeanine Añez ter dito que está preparada para aceitar a responsabilidade de assumir o comando do país, ainda não está está claro quem assumirá a liderança na Bolívia, que fará uma nova eleição,

 

“Se eu tiver o apoio daqueles que lideraram esse movimento por liberdade e democracia, eu vou encarar o desafio, só para fazer o que for necessário para convocar eleições transparentes”, disse Añez ao canal Red Uno, nesta segunda.

 

“Não é que eu queira assumir isso por força, é uma sucessão constitucional e por enquanto eu tenho que assumir.”

 

Pela lei boliviana, na falta de um presidente e um vice, o líder do Senado deveria ser o líder provisório. No entanto, Adriana Salvatierra, que deveria assumir o cargo, também renunciou.

 

Os legisladores devem se encontrar nesta segunda para criar uma comissão interna ou determinar quem assumirá temporariamente.

 

EUA querem civil no poder

A Organização dos Estados Americanos (OEA) publicou um documento no qual diz rechaçar qualquer “saída inconstitucional” para a situação.

 

O órgão pediu que a Assembleia Legislativa Plurinacional se reúna para assegurar o funcionamento institucional e nomear novas autoridades eleitorais que garantam uma nova votação.

 

“É importante que a Justiça continue a investigar as responsabilidades existentes relativas à comissão de delitos vinculados ao processo eleitoral realizado no dia 20 de outubro até as últimas consequências”, diz o comunicado do órgão.

 

De acordo com a agência de notícias Reuters, os Estados Unidos pediram à OEA que supervisione as novas eleições na Bolívia e disseram que vão monitorar os eventos no país sul-americano, segundo a Reuters.

 

Os americanos também pedem que a autoridade que assumir o poder durante o mandato tampão até as eleições seja um civil, e não um militar.

 

Ministro se refugia em embaixada da Argentina

A embaixada da Argentina em La Paz deu refúgio a um ex-ministro, Carlos Romero, desde o domingo.

 

De acordo com o jornal argentino "Clarín", os diplomatas argentinos não descartam receber outros membros do governo de Evo que peçam abrigo.

 

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