PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Quinta-Feira, 05 de Dezembro de 2019, 14h:23
Tamanho do texto A - A+
INTERNACIONAL
MOSCOU Twitter

Como é o mega-gasoduto resultado do 'acordo do século' entre a Rússia e a China

Por: G1

Reuters

ACORDO

 

Os presidentes da Rússia e da China lançaram nesta semana o gasoduto Força da Sibéria, que fornecerá gás da região de Yakutia, na Sibéria, para o norte da China.

 

O projeto, iniciado em 2014, foi inaugurado pelos líderes Vladmir Putin, na cidade de Sóchi, e Xi Jinping, de Pequim, por videoconferência.

 

O chamado "acordo do século" entre o grupo Gazprom, da Rússia, e a Corporação Nacional de Petróleo da China, é resultado de um investimento de US$ 55 bilhões (cerca de R$ 230 bilhões).

 

Ao longo de 3 mil quilômetros, o gasoduto fornecerá 38 bilhões de metros cúbicos de gás ao ano, em um contrato que durará 30 anos.

 

"Esse é realmente um evento histórico", declarou o presidente Putin, "não só para o mercado energético global, mas sobretudo para nós, para a Rússia e para a China".

 

Xi Jinping, por sua vez, disse que "o lançamento do gasoduto é um resultado transitório importante e o começo de uma nova etapa" de cooperação entre ambos países.

 

Dez anos de negociação

O acordo abre para a Rússia um importante mercado de exportação de gás depois da queda da demanda e de preços na Europa, além de sanções internacionais impostas contra Moscou por sua incursão na Ucrânia e anexação da Crimeia.

 

Do ponto de vista chinês, o projeto permitirá assegurar um abastecimento de energia fixo no meio de uma escassez de produção interna e das exigências de ser a segunda economia do mundo.

 

Também permitirá a Pequim ficar parcialmente independente do consumo de carvão e petróleo como principais fontes de energia e trocá-las pelo gás, que é menos poluente e deixa uma pegada de CO2 menor.

 

A construção do gasoduto começou pouco depois da imposição de sanções contra a Rússia, mas foram dez anos de negociação, em parte por uma disputa de preços.

 

Na época, o analista da BBC Jamie Robertson escreveu que "era possível que Putin não tenha levado a melhor parte do contrato de gás, mas conseguir abrir as portas econômicas da China pode ser uma conquista muito maior".

 

Moscou, Pequim e os novos 'melhores amigos'

A aliança entre os dois países se intensificou desde que Moscou e Pequim se sentiram alienados pela Europa e, especialmente, pelos Estados Unidos.

 

A relação de Moscou com o Ocidente ficou tensa desde as sanções impostas à Rússia por sua participação no conflito ucraniano há cinco anos.

 

O governo de Putin também foi internacionalmente criticado por seu apoio ao regime de Bashar al Asad na Síria, desde 2015.

 

Os laços da China com os Estados Unidos começaram a se deteriorar desde que Washington pareceu ter dado meia volta na política da globalização a favor de um protecionismo econômico nacional.

 

Ambos países estão atualmente em disputa em uma guerra comercial de imposição de tarifas e represálias, medidas e contramedidas, sem uma resolução no horizonte, apesar do intenso diálogo.

 

A sensação de rejeição do Ocidente que eles compartilham aproximaram a Rússia e a China como nunca antes, tanto na parte econômica como no aspecto militar, segundo observadores.

 

A associação entre os dois provocou um incremento no intercâmbio comercial, que cresceu 25% em 2018 para chegar a um recorde de US$ 108 bilhões, segundo o Kremlin.

 

A relação econômica entre a China e a Rússia

Com a inauguração do gasoduto, as relações sino-russas chegam a "um novo nível de qualidade", assinalou Putin na segunda-feira.

 

"Nos deixa mais próximos de alcançar a meta conjunta que acordamos com Xi Jinping de incrementar a troca comercial anual para US$ 200 bilhões até 2021", disse o presidente da Rússia.

 

Xi Jinping também fez menções à ampla associação e cooperação estratégica atual como início de uma "nova época".

 

Ele ressaltou que Putin e ele concordam que o desenvolvimento das relações entre os dois governos "é, e será, uma prioridade na política externa" de seus países.

 

"Fortaleceremos a cooperação em várias áreas entre nossos países", concluiu.

 

Com a Força da Sibéria, a Rússia está expandindo seu poder geopolítico no exterior. Já tem planejado o Nord Stream 2, um gasoduto para abastecer a Europa com gás.

 

Além disso, a China já está em conversações com Gazprom para abrir outros dois gasodutos: Força da Sibéria 2, que forneceria estimados 30 bilhões de metros cúbicos ao ano na fronteira ocidental com a Rússia e outro menor a partir da ilha de Sakhalin, uma grande ilha do extremo oriente russo.

Twitter

PUBLICIDADE



Veja mais sobre este assunto:

Edição 211 Janeiro de 2020

PUBLICIDADE

Enquete
COLUNISTA
BLOGS MAX
  • PUBLICIDADE

  • PUBLICIDADE

  • PUBLICIDADE


PUBLICIDADE


PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

© 2019 - Notícia Max - Todos os direitos reservados