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Terça-Feira, 09 de Janeiro de 2018, 08h:51
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NA JUSTIÇA

Demitido por manifesto sexista processa Google por 'discriminar homens brancos'

Por: G1

 

Dois ex-funcionários da Google abriram um processo contra a Google e acusam a companhia de "discriminar homens conservadores e brancos". A dupla — liderada pelo engenheiro demitido, no ano passado, após assinar um manifesto sexista — alega que deseja representar todos os empregados estigmatizados por "suas visões conservadoras, seu gênero masculino e sua raça caucasiana".

Em agosto do ano passado, James Damore escreveu um memorando interno no qual atribuía a diferenças biológicas a falta de mulheres no setor tecnológico e na liderança do Vale do Silício, em São Francisco. Para ele, em contraste com o pensamento sistemático masculino, "as mulheres são mais inclinadas aos sentimentos e a estética do que a ideias". Ele acabou demitido diante da repercussão negativa do texto.

Damore e um colega, David Gudeman, outro ex-engenheiro da gigante de tecnologia, entraram com a ação na Corte Superior de Santa Clara, na Califórnia, e alegaram que a Google emprega cotas ilegais para contratar mulheres e demais membros de minorias sociais. Um porta-voz da Google destacou que a companhia "está ansiosa para se defender" no tribunal.

Na visão dos proponentes da ação, a companhia deixa de proteger empregados com visões conservadoras, incluindo os eleitores do presidente americano Donald Trump. Os homens seriam "abertamente ameaçados e submetidos a assédio e retaliação" na empresa, que seria "uma câmara de eco ideológico".

A circulação do memorando suscitou o debate sobre a liberdade de expressão no ambiente de trabalho dos Estados Unidos. O autor ressaltou à época que o havia escrito após o pedido de feedback de uma conferência sobre inclusão e diversidade. O CEO da Google, Sundar Pichai, explicou que trechos do manifesto violaram o código de conduta da empresa e "passaram do limite" por perpetuar estereótipos de gênero.

Apesar da resposta ao manifesto sexista, o Google está sob investigação do Departamento de Trabalho pela alegada desigualdade nos salários de homens e mulheres na mesma função. Três funcionárias acusam a empresa de discriminação salarial.

 

 

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