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Terça-Feira, 08 de Outubro de 2019, 14h:31
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INTERNACIONAL
DEPARTAMENTO Twitter

Governo dos EUA barra depoimento de diplomata em processo de impeachment de Trump

Por: G1

Pablo Martinez Monsivais

TRUMP

 

O Departamento de Estado dos EUA barrou o depoimento do embaixador americano para a União Europeia, Gordon Sondland, que estava previsto para esta terça-feira (8), no comitê que conduz o inquérito de impeachment do presidente Donald Trump.

 

Sondland estava “profundamente frustrado” por não poder testemunhar, de acordo com seu advogado, Robert Luskin. Ele não explicou por que seu cliente foi barrado, e o Departamento de Estado não fez comentários.

 

Uma acusação de um denunciante anônimo e mensagens de texto divulgadas por um outro funcionário público mostram que Sondland é uma testemunha importante para tentar descobrir se o presidente Trump, do Partido Republicano, tentou levantar histórias problemáticas de um concorrente do Partido Democrata e, para isso, usando política externa.

 

Sondland deveria responder perguntas nesta terça (8) sobre o episódio. É a segunda vez que os parlamentares iriam questionar um diplomata sobre a tentativa de Trump de forçar a Ucrânia a investigar o democrata Joe Biden antes das eleições de 2020.

 

Até a semana passada, Sondland era mais conhecido em seu estado, Washington, do que na capital do país, Washington D.C..

 

Agora, ele está no meio de um inquérito de impeachment que tem como centro um telefonema feito no dia 25 de julho entre Trump e o presidente da Ucrânia

 

Ainda que não esteja acostumado a ser o centro de atenções do mundo, Sondland, um dono de hotéis, filantropista e doador de campanhas, tem familiaridade e é bem conectado com os dois principais partidos políticos dos EUA.

 

"Ele gosta de ter relações pessoas com quem está no poder”, diz David Nierenberg, um assessor de investimentos que conhece Sondland há anos.

 

“Algumas pessoas colecionam livros, algumas pessoas colecionam carros. Ele colecionava essas relações.”

 

Trocas de textos divulgadas por deputados do Partido Democrata mostram que Sondland, o embaixador dos EUA para a União Europeia, trabalhava com outros enviados de Trump para forçar a Ucrânia a abrir duas investigações:

 

Uma sobre uma potencial interferência do país europeu durante as eleições de 2016 nos EUA

Outra sobre a empresa de gás que tinha, no seu conselho de administração, Hunter Biden, filho de Joe Biden, que foi vice-presidente de Barack Obama e é um dos pré-candidatos da oposição ao governo dos EUA

Em troca, os americanos ofereceram um encontro, em Washington, entre Trump e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

 

Não há evidência de crime cometido por Biden ou pelo seu filho.

 

Mensagens de texto

As mensagens mostram também que Sondland tentou garantir a um terceiro diplomata que suas ações eram apropriadas, mas que eles deveriam ser cautelosos para limitar suas trocas de mensagens por escrito.

 

“O presidente foi claro: não há quid pro quo (expressão em latim que significa troca) de nenhuma natureza. O presidente tenta determinar se a Ucrânia de fato vai adotar a transparência e as reformas que o presidente Zelensky prometeu durante a sua campanha”, ele escreveu.

 

Sondland também escreveu: “Eu sugiro que a gente pare com as perguntas e respostas por texto”.

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