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Quinta-Feira, 23 de Maio de 2019, 10h:20
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INTERNACIONAL
RETIRADA DA UNIÃO EUROPÉIA Twitter

Líder do governo britânico na Câmara renuncia por discordar da proposta de May para o Brexit

Por: G1

 

A líder do governo do Reino Unido na Câmara dos Comuns, Andrea Leadson, renunciou ao cargo nesta quarta-feira (22) por divergências em relação ao novo acordo sobre o Brexit proposto pela primeira-ministra Theresa May.

 

Em carta enviada à premiê e publicada nas redes sociais, Leadson – que é do Partido Conservador, o mesmo de May – afirmou não acreditar mais que as ações do governo entregarão o resultado do referendo de 2016, quando os eleitores britânicos votaram pela saída da União Europeia.

 

"Eu não acredito que nós nos tornaremos um Reino Unido verdadeiramente soberano pelo acordo proposto agora", afirmou Leadson.

 

Leadson é contrária à ideia de um segundo referendo – a possibilidade de uma nova votação pública para aprovar ou não a decisão final do Parlamento está entre os tópicos da nova proposta de May (leia mais adiante sobre o novo plano).

 

A parlamentar também criticou a forma com a qual May vem lidando o tema com correligionários e opositores.

 

"A tolerância com aqueles no Gabinete favoráveis a políticas contrárias à posição do governo levou a uma destruição completa da responsabilidade coletiva", reclamou Leadson.

 

Nova proposta do Brexit

Theresa May apresentou na terça-feira a nova proposta para o Brexit a ser submetida ao Parlamento na primeira semana de junho. Entre os itens, a premiê propõe que os parlamentares votem – após a aprovação da íntegra do texto – se o documento final deverá ou não passar por um segundo referendo.

 

Uma proposta de novo referendo para ratificar o que for aprovado pelo Parlamento já foi rejeitada, no entanto, em uma votação em março. Além disso, será a quarta vez que May tenta aprovar o acordo firmado com a União Europeia – os parlamentares rejeitaram três vezes o texto.

 

Desta vez, May considera a nova proposta de acordo uma "última chance" para evitar que o Reino Unido deixe o bloco de maneira desordenada.

 

Veja os principais pontos da proposta:

* Após o Parlamento aprovar o acordo, os parlamentares votam se o texto será apresentado aos eleitores britânicos em um segundo referendo, com a promessa de que o governo honrará a decisão

* Manutenção de uma união aduaneira temporária e limitada com a União Europeia até que um próximo governo apresente uma nova proposta.

* Uma obrigação legal para o Reino Unido sugerir uma alternativa ao dilema da Irlanda do Norte até o fim de 2020

* Caso o "backstop", ou seja, um plano à parte seja necessário para a Irlanda do Norte, o governo terá de assegurar de que a regra para aquela região estará em linha com o restante do Reino Unido

* A legislação garante direitos idênticos ou melhores aos trabalhadores depois do Brexit, e que não haverá piora nos padrões ambientais

* Uma obrigação legal para mudar a declaração política de relações futuras, presente no acordo com a União Europeia, para garantir o alinhamento com a posição final do Parlamento britânico

 

Apesar de a proposta de May tentar justamente um meio termo, a oposição liderada pelo Partido Trabalhista nem mesmo correligionários do Partido Conservador reagiram bem à proposta.

 

A ideia de possibilitar um novo referendo irritou alguns dos conservadores mais favoráveis ao Brexit. Segundo o "The Guardian", mesmo parlamentares que vinham apoiando as tentativas de May em chegar a um acordo acharam a ideia ruim.

 

Para dificultar ainda mais a situação de May, os trabalhistas também não sinalizaram nenhum apoio – mesmo com a promessa da premiê em garantir direitos trabalhistas iguais ou melhores depois do Brexit. Isso após a primeira-ministra se reunir, mais de uma vez, com o líder da oposição, Jeremy Corbyn.

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Edição 184 Junho de 2019

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