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Segunda-Feira, 14 de Outubro de 2019, 10h:21
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CÉLIO FERNANDES
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Dependência digital

 

Com o desenvolvimento da Tecnologia de comunicação, aparentemente "sem custo", milhões de pessoas estão compartilhando seus dados e interesses, e estabelecendo vínculos diários com plataformas como o WhatsApp, que é o lider do ranking de aplicativos mais usados do mundo em celulares.

 

No Brasil, de acordo com o relatório mais recente da empresa de análise de mercado App Annie, estima que o WhatsApp tem cerca de 200 milhões de usuários mensais.

 

Em pesquisa realizada pela GlobalWebIndex, com sede em Londres,  que analisou dados de 45 dos maiores mercados de internet do mundo, concluiu-se que o brasileiro fica conectado a internet, em média, por nove horas e vinte nove minutos todos os dias. Já em relação ao tempo diário dedicado a sites ou aplicativos de mídia social foi de 225 minutos.

 

O que coloca o Brasil no segundo lugar no ranking mundial, atrás apenas das Filipinas.

 

A tendência é de mais crescimento, e isso nos leva a indagar, qual seria o impacto de uma interrupção brusca de acesso a um indivíduo, a uma empresa, ou mesmo a uma instituição pública? Já que é comum o uso das redes sociais para aproximar as pessoas, os clientes das empresas, e os contribuintes do governo? 

 

A estratégia do WhatsApp, é simples: oferecer gratuidade, estimular o uso, gerar dependência e no momento devido estabelecer cobrança.

 

No site www.whatsapp.com empresas são convidadas a usarem o Whatsapp business com apelos de download gratuito, promessas de interação fácil com clientes, usando ferramentas para automatizar, organizar e responder rapidamente a mensagens, estabelecendo uma comunicação eficiente com clientes ao redor do mundo através deste aplicativo, sempre de maneira simples, segura e confiável.

 

Nós já experimentamos, no Brasil, a interrupção de serviços do WhatsApp por decisão judicial, que impactou todos os usuários por algumas horas, e sabemos o caos que essa interrupção ocasionou.

 

Recentemente muitas empresas tiveram os seus números da conta do WhatsApp Business banidos da rede, sem explicações, sem direito a defesa, ou até justificativas de cobrança.

 

Isto gerou prejuízos incalculáveis, tanto às empresas, quanto aos clientes, que do nada, perderam sua conexão com a empresa, para adquirir aquilo que necessitavam. Um exemplo deste problema ocorreu com a Farmácia Biológica, em Cuiabá, que com mais de 31 anos de fundação, foi uma das empresas prejudicadas com essa ação arbitrária do WhatsApp.

 

O número principal do estabelecimento, que era divulgado a médicos e clientes, para atender encomendas de fórmulas manipuladas, no último dia 03 de outubro, foi banido do aplicativo. Desde então, o empresário tem buscado junto ao sistema entender o que houve, sem respostas.

 

Buscando solução, nesta quarta-feira (09.10), o empresário entrou com uma medida judicial, junto com centenas de outras Farmácias no país, representadas pela Anfarmag, visando restituir o serviço, que está concentrado nas mãos de uma única empresa, que ainda tem no grupo, gigantes da mesma proporção, como Instagram e Facebook, sendo que em países da Europa e da Ásia, governos estabeleceram regras rígidas para a atuação destas empresas, mas no Brasil, atuam livre e impunemente até o momento.

 

Será que os parlamentares e o judiciário também se tornaram reféns dessa dependência?.

 

Uma ferramenta de comunicação, não pode ferir a relação de confiança existente entre amigos que trocam mensagens e confidências, ou entre a empresa e seus clientes, que realizam negócios. É essencial uma reflexão sobre essa dependência digital, e suas inevitáveis consequências.

 

Célio Fernandes é ​farmacêutico e empresário

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