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Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019, 16h:23
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FRANCISNEY LIBERATO
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O perfeito precisa ser melhorado

 

Muitos indivíduos buscam a perfeição a qualquer custo. Alguns se dedicam horas e mais horas para serem melhores em sala de aula. Outros trabalham mais de 15h por dia para serem bem-sucedidos profissionalmente. E você, qual tem sido a sua busca incansável?

 

Por óbvio, não há nada de errado em buscar ser o melhor em tudo, aliás, é salutar e faz bem para a sua autoestima. Contudo, caso essa busca incessante destrua a sua paz, a sua convivência com o próximo, a sua saúde e o seu sono, creio que seja melhor refletir sob o ponto de vista do que realmente importa para a sua vida.

 

Existe um perfil de pessoas conhecidas como perfeccionistas. A natureza desses indivíduos, busca obter exatidão em tudo que fazem e para qualquer coisa que executam se empenham cronologicamente para alcançarem a “perfeição”, neste caso, a melhor orientação é de se afastarem dos extremos e se atentarem com os excessos, para que consigam obter equilíbrio em todos os aspectos da vida, do contrário destruirão a própria vida, nessa rotina insana.

 

Perfeito é somente Deus. A nossa perfeição jamais será comparada a Dele.

 

Por outro lado, tem pessoas que se contentam em fazer o básico. Como por exemplo o aluno que estuda para alcançar a média e, portanto, são medianos.

 

A melhor solução é o equilíbrio. Nós devemos estar além da linha de chegada. Temos que ser indivíduos acima da média. Não podemos jamais entrar em uma zona de conforto.

 

O perfeito precisa ser aprimorado. Nada é tão bom que não possa ser melhorado

Lembro-me de quando era criança, eu brincava muito na rua com os meus amigos. A violência não era tão evidente como nos dias atuais. Vivíamos felizes pelas circunstâncias existentes.

 

Um dos brinquedos que mais faziam sucesso há época, era o carrinho de rolimã. Um pedaço de madeira com rodinhas de rolamentos em cada extremo da madeira, e um cabo que servia como volante do carrinho.

 

Como era bom brincar com os carrinhos de rolimã. No período noturno, a rua ficava movimentada devido ao grande número de “veículos” circulando pelas avenidas.

 

Eu compreendia que os carrinhos estavam bem legais e que satisfaziam as necessidades das crianças. Na minha concepção, os carrinhos tinham uma nota dez e estavam perfeitos.

 

Como um bom observador, percebia o crescimento do número de crianças querendo carrinhos e tendo uma visão futurística, decidi fabricar um carrinho diferenciado. Queira mais. Desenvolvi um carrinho equipado, com detalhes, pinturas, cabine e volante. O sucesso foi enorme. E as crianças desejavam o novo carrinho.

 

Eu poderia simplesmente me contentar com os carrinhos da época, que já eram um grande avanço e as crianças se deliciavam com os passeios. Mas entendia que o perfeito precisava ser melhorado, aperfeiçoado e aprimorado.

 

Melhorar é uma questão de sobrevivência. No plano pessoal, o indivíduo que não aperfeiçoa constantemente os seus conhecimentos e experiências, fica para trás. E no plano dos negócios, as organizações que permanecem apegadas às velhas políticas e ao conservadorismo, logo perderão espaços no mercado, pois estarão ultrapassadas e obsoletas.

 

Ainda bem que Steven Jobs, inventor, empresário e magnata americano do setor da informática da Apple, não se contentou em ser comum. Da mesma forma, Jeff Bezos, fundador, presidente e CEO da Amazon, uma importante empresa de comércio eletrônico dos Estados Unidos e do mundo, não estacionou a sua vida na zona de conforto.

 

No mesmo sentido, Thomas Alva Edison que patenteou e financiou o desenvolvimento de muitos dispositivos importantes de grande interesse industrial, inclusive o da lâmpada, decidiu aperfeiçoar o perfeito.

 

São apenas alguns exemplos que reforçam a minha tese de que o perfeito precisa ser aprimorado. Nós precisamos ser melhores do que ontem!

 

Conta-se uma estória de um gato e um rato. Em um belo dia, o gato corria atrás do rato. O ratinho escapou pelo buraco. O gato ficou vigiando. O ratinho ficou esperando, até que ouviu latidos de cachorro. Então o rato pensou: “Já posso sair, pois o cachorro espantou o gato”. Quando ele pôs a cara para fora do buraco, o gato o pegou. “Eu ouvi alguns latidos”, disse o rato. Respondeu o gato: “Neste mundo globalizado, quem não fala ao menos duas línguas está perdido”. Moral da estória: precisamos crescer e melhorar sempre, não importando as circunstâncias da vida.

 

Jamais devemos deixar de criar, de desenvolver, de crescer e de buscar diuturnamente a perfeição. E quando atingir o alvo, que não nos esqueçamos que é preciso continuar avançando rumo a evolução e ao progresso de forma equilibrada. Lembre-se: Nada é tão bom que não possa ser melhorado e aperfeiçoado.

 

FRANCISNEY LIBERATO BATISTA SIQUEIRA é secretário de Controle Externo, auditor público externo do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, alestrante professor, coach, mentor, advogado e contador.

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