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Quarta-Feira, 22 de Maio de 2019, 15h:46
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JOÃO EDISOM
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BR -163, da realidade a frustração – segunda parte

Reprodução

 

São 19 municípios as margens da BR 163 que estão compreendidos somente na extensão concedida, entre eles a capital mato-grossense, Cuiabá, e as cidades de Rondonópolis, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop, principais produtores agrícolas do estado campeão na produção de grãos e leguminosas.Por isso também estava previsto a construção de20km de um rodoanel (em 5 diferentes cidades) e 44 km de vias marginais.

 

Os números registrados pela empresa responsável pela concessão são impressionantes, tais como: o número mensalde veículos que roda nos 850,9 quilômetros sob concessão na BR-163 são de 65 mil, dos quais 60% são de cargas.O registro de acidentes, só no primeiro trimestre de 2019, foram de 853 no trecho sob concessão da BR-163. O número é 6% menor se comparado com o mesmo período do ano passado, quando foram registradas 906 ocorrências. Esta melhoria no índice é porque aumentou o trecho duplicado entre Cuiabá e Rondonópolis.

 

Para se ter uma ideia do que isso significa, basta analisarmos os números de 2018, quando foram registrados 107 óbitos no trecho da BR-163/364 sob concessão.Imagina como era antes e como será quando estiver toda duplicada! Quantas vidas serão salvas.

 

Quando comparados os dados entre 2018 e 2013 (último ano da BR-163 sob responsabilidade do Governo Federal) chegamos a uma redução de 26% no número de mortes. Em 2013, portanto antes da atuação da Rota do Oeste, foram registradas 146 mortes no mesmo trecho.

 

Os números demonstram que o aumento dos trechos duplicados e os serviços realizados pela Rota do Oeste na BR-163,como manutenção de pavimento, roçada, socorro médico e limpeza da pista, refletem diretamente na segurança e salvam vidas.Nem coloco aqui o prejuízo material que era causado nos veículos que por esta estrada trafegavam. 

 

A questão agora é a seguinte: porque ainda não está totalmente duplicada? As praças de pedágio já funcionam!As datas previstas no ato da concessão não estão sendo cumpridas conforme contrato.Mas este tema é para o artigo da próxima semana, quando tratarei das responsabilidades pelos prejuízos econômicos ao Estado e pelas vidas que poderiam ter sido salvas caso o contrato tivesse sido respeitado. 

 

João Edisom é jornalista, possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal de Mato Grosso

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Edição 184 Junho de 2019

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