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Quarta-Feira, 11 de Setembro de 2019, 11h:09
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JOÃO EDISOM
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Problemas ou solução, qual sua preferência?

 

Viver é a arte de se envolver, de trabalhar e de encontrar sentido no fazer acontecer. Não é de hoje que a humanidade busca um sentido, seja ele religioso (espiritual), ideológico (político), ou econômico(status quo) como forma de estar e viver.Tanto que o filósofo cubano do século XIX Jose Martí sentenciou que “plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho são três coisas que cada pessoa deve fazer durante a vida”.São coisas que determinam um sinal de existência “plena”. Ou seja, criar soluções!

 

O momento da humanidade é bastante complicado e principalmente de alguns países (culturas), dentre eles o Brasil, que há prevalência do mote: encontrar problema, publicitar o problema e cultivar o problema para viver dele. Estou falando de não solucionar problemas como forma de existir em função da existência deles os problemas. Ativismo tóxico e corrosivo! 

 

Quando a pessoa, grupo ou instituição encontra mais sentido no problema que na solução ela não percebe que comete erros.E quando percebe, justifica para não reconhecer.Torna mais fácil desqualificar os oponentes que reconhecer que há erros que precisam ser corrigidos. Lava Jato versusVaza Jato é um exemplo claro que neste momento está em evidencia, nenhum dos dois reconhecem seus erros.Mas há outros fatores ainda mais graves que este que envolvem meramente corrupção, erros procedimentais e processuais, invasão de privacidade e rackeamento de informações.

 

Os grandes problemas brasileiros em sua imensa maioria não se resolvem porque há pessoas contratadas e até concursadas para meramente encontrar e publicitar os problemas.Não assistimos os mesmos esforços para solucionar e ou mesmo exterminar o problema. Para alguns é necessário aumentar o problema para contratar mais gente para ocupar postos e engrossar a “passeata” e aumentar o som do grito, mas jamais para solucionar. O fiscal prefere o desonesto ao honesto, o policial o bandido ao cidadão, vivem e se sustentam das mazelas humanas.

 

Podemos citaroutros tais como as questão dos vários tipos de violência, dentre eles o feminicídio, homofobia, racismo, questões ambientais, demarcação de áreas indígenas, sem terras,sem tetos, crime contra a criança e o adolescente, os diversos tipos de aliciamento e perguntar por que não se resolvem? A resposta é simples: a solução extingue funções, salários  e principalmente discursos.

 

Em função destas questões é possível ver pessoas fumando maconha e condenando o outro que come carne vermelha.Ou ser conta a matança de aves, mas ser a favor do aborto. Por isso que na política é comum ver pessoas criticarem uma situação e, quando eleita ou convocada para resolver,terminam por se tornar cúmplices ou protagonista da causa.

 

O ativismo é necessário, mas as pessoas tem que entender que ele deverá ser apenas temporário porque aquilo que não tem solução não é problema.E se solucionou não há motivo para continuar o ativismo.

 

Este mal do culto ao problema não permite que pessoas, partidos e concepções politicas seja capazes de reconhecer seus próprios erros, levando a sociedade a estagnação e ao retrocesso. Precisamos urgentemente ter vontade de resolver, ser resolutivos, progredir, ter obstinação por resolver e eliminar problemas e não cultiva-los ou criar novos como forma de se auto existir.

 

João Edisom é jornalista, possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal de Mato Grosso

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Edição 196 Setembro de 2019

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