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Terça-Feira, 05 de Junho de 2018, 11h:10
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DEMÊNCIA VIRTUAL

Smartphones antes dos 12 anos, não?

Por: MARIA AUGUSTA

Voce acha que menores de 12 anos devem ser proibidos de usar smartphones? Uma pesquisa respeitada acredita que sim. E diz que, ter dispositivos circulando nas mãos dos pequenos, tem impactos tao significativos na saúde das crianças que pode impedir o aprendizado.

 

Quando Steve Jobs lançou os tabletes em 2007, um jornalista perguntou se os filhos de Steve haviam gostado do aparelho. E sabe qual foi a resposta: “Nós limitamos quanta tecnologia nossos filhos usam em casa”.

 

Se isso não soou estranho para você, para mim foi um tapa na cara. Como uma empresa que vende tecnologia restringe o uso dela dentro de casa? E é justamente por aí que devemos repensar o uso dos smartphones e tablets para as crianças e jovens.

 

Segundo uma pesquisa realizada pela sociedade de pediatria canadense e americana smartphones antes dos 12 anos é proibitivo. Isso é devido ao jeito que o nosso corpo cresce, há alguns hábitos na vida digital que impedem que o corpo amadureça conforme o esperado.

 

E isso significa dizer não ao acesso de dispositivos eletrônicos nessa fase. Se não ficou alarmado, veja aqui alguns dos impactos que podem ser gerados se crianças antes dos 12 anos tiverem acesso aos smartphones e tabletes.

 

1. Problemas de desenvolvimento cerebral

 

O cérebro dos bebês cresce muito rapidamente nos primeiros anos de vida. Até completar 3 anos, uma criança tem seu órgão triplicado em tamanho. 

 

Nesse período, os estímulos do ambiente ou a falta deles determinam o quão eficiente será o desenvolvimento cerebral.

 

Isso quer dizer que a exposição a eletrônicos nesse período é prejudicial e causar déficit de atenção, atrasos cognitivos, distúrbios de aprendizado, aumento de impulsividade e diminuição da habilidade de regulação própria das emoções.

 

2. Obesidade

 

Você já deve ter ouvido que os nativos digitais fazem parte da primeira geração de pessoas que não vão viver mais do que os próprios pais.

 

Um dos grandes motivos para isso é o sedentarismo e a obesidade, que pode sim estar ligado ao uso excessivo de eletrônicos.

 

Estima-se que crianças com aparelhos no próprio quarto têm 30% mais chance de serem obesas e terem mais quilos a cada ano.

 

3. Distúrbios relacionados ao sono

 

A constante utilização dos aparelhos acaba gerando dependência em diversos graus. Um dos problemas relacionados a isso está no fato de que muitas crianças deixam de dormir para jogar, navegar ou conversar nos watts.

 

Além das consequências psicológicas causadas por isso, é preciso lembrar que a falta de sono noturno pode gerar problemas de crescimento, déficit de atenção e exaustão.

 

Segundo a ONU é justamente no período noturno que as crianças com smartphones, tabletes e computadores ligados estão mais propensos a serem abordados por pedófilos.

 

4. Disturbios emocionais 

 

Não há como negar. Uma criança que não brinca, que não conversa e não interage com nada além da tecnologia vai ser um adulto com problemas de relacionamento.

 

Há estudos de diversas partes do mundo ligando diretamente a utilização excessiva de tecnologia a uma série de distúrbios emocionais. Entre os mais citados pelos pesquisadores estão depressão infantil, ansiedade, transtorno bipolar, psicose e comportamento problemático.

 

Crianças tendem a repetir o comportamento dos adultos e de personagens que consideram referências. Logo, a exposição a jogos, filmes e conteúdo impróprio vai de alguma forma educar errado e trazer prejuízos à criança e à família que os cerca.

 

5. Demência digital 

 

A doença moderna nada mais é do que uma deterioração das habilidades cognitivas. Psicólogos e pediatras envolvidos nesse estudo foram categóricos sobre a velocidade da informação absorvida pelos cérebros em desenvolvimento.

 

E conteúdos multimídia em alta velocidade podem contribuir para o agravamento dessa condição. Pelo uso dos tablets e smartphones, crianças têm os problemas de concentração e memória similares a pacientes com alguma doença mental.

 

O motivo seria a redução de faixas neuronais para o córtex frontal, quando expostos à alta velocidade de informação, cores, luz, níveis incansáveis de interação, como o do dedo no touch screen das telas.

 

Independente do quanto os médicos norte-americanos constatam que os dispositivos são responsáveis por uma série de problemas infantis, é importante lembrar que Steve Jobs, sem dúvida, foi um gênio, mas preferiu se conectar aos seus filhos de forma real.

 

Afinal de contas, que filhos você quer deixar para o mundo, os cheios de problemas ou preparados para encarar os desafios da vida?

 

MARIA AUGUSTA RIBEIRO é profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital.

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Edição 144 de Agosto de 2018

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