Sexta-Feira, 11 de Agosto de 2017, 17h:40
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Novo DEM

O grupo que mais perde força é de Pedro Taques, que conduz o Governo numa hora ruim

Por: Onofre Ribeiro

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Onofre Ribeiro

Em política, a lei da ação e da reação tem efeitos imediatos. Talvez pelo fato de localizar-se nas esferas sociais, a política gera rapidez.

 

Há dois meses, o Partido Socialista Brasileiro – PSB ganhou espaços na mídia quando o  presidente nacional do partido destituiu a direção do diretório regional em Mato Grosso e nomeou o deputado federal Valtenir Pereira pra dirigi-lo.

 

Foi um gesto unilateral. Mexeu com quadros já consolidados dentro do partido.

           

Houve um vai-e-vem momentâneo incluindo a retomada da posição na justiça estadual. Derrubada depois na justiça federal.

 

O partido viaja agora em situações muito duvidosas. O presidente Valtenir Pereira vai dirigir uma pequena capitania hereditária. Tem poucas benfeitorias e um título. No caso, um partido político.

 

Mesmo que os partidos sejam vistos pela sociedade como grupos organizados de poder sem legitimidade, ainda assim tem muito poder de barganha. Na alegria e na dor.

O grupo de deputados que ainda permanece no partido tende a se dividir. Haverá quem fique sob ordens. E quem sairá.

 

Os que saírem estão mirando acenos do DEM, conduzidos pelos seus dirigentes históricos: Júlio e Jaime Campos.

 

Enfraquecido nos últimos anos, o DEM tem uma história forte que vem desde os tempos da Arena, na década de 1970, com Júlio, Jaime e Jonas Pinheiro no comando. Sem Jonas ficaram dois.

 

Na última eleição, ambos deixaram os seus mandatos. Agora, precisam retomar o poder dentro da política estadual. Os emigrantes do PSB caem como uma luva.

           

Principalmente, o ex-prefeito Mauro Mendes, desafeto de Valtenir Pereira. Com ele, o DEM viabiliza o Senado e o governo do estado.

 

De outro lado, Mauro fica livre pra apoiar ou não o governador Pedro Taques. Nesta semana encontro político escancarou todas as janelas possíveis pra Mauro dentro do DEM. Ganham todos.

 

Valtenir terá que conduzir o PSB obedecendo orientação nacional de se encaminhar pra oposição a Pedro Taques, também mirando na sua inviabilização e no caminho pra uma composição. Obviamente, dirigida por Valtenir.           

 

Pode-se dizer que, na prática, o DEM se transformará num novo grupo político estadual, caso Mauro Mendes e alguns egressos do PSB, como Fábio Garcia, se filiem.

 

O grupo que mais perde força, nesse caso, seria o do governador Pedro Taques, que conduz o Governo numa hora ruim.

 

A rigor, porém, ninguém tem respostas pra 2018. O céu continua escuro com possibilidade raios e trovões pra todos.

 

Mas a política não é uma ciência exata e aposta em sinais. Mesmo que eles, nem sempre, indiquem a melhor direção.

 

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.





Edição 116 Dezembro 2017

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