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Segunda-Feira, 12 de Março de 2018, 11h:03
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PERDENDO TERRENO

Turma dos olhos azuis

Por: Onofre Ribeiro

onofre ribeiro esse

 

Lá pelos anos 1996 já tinha ficado bem clara a existência da vertente social e econômica dos migrantes que chegaram a Mato Grosso a partir de 1973. Na política não haviam entrado ainda.

 

Mas já se preparavam.  Foi uma época em que conversei continuamente por muitos anos com as lideranças que despontavam entre agricultores. Lembro de André Maggi, Blairo Maggi, Itamar, Eraí Maggi,  Adilto Sachetti, Luiz Antonio Pagot, Cloves Vettorato, Gilberto Goellner , Decio Tocantins, José Pupin, Otaviano Piveta.

 

O elo de ligação dessa turma que despontava com a política de Mato Grosso era feito com o senador Jonas Pinheiro. Com ele também tive grande aproximação. Conto isso pra lembrar que a agricultura de então ainda não podia ser chamada de agronegócio. Eram jovens animados e promissores na economia.

 

Em 2002 Blairo Maggi aparece de vez na política e se elege governador. Trouxe pra cena política de Mato Grosso o que se chamou de “turma da botina”. Era também a entrada da turma de olhos azuis na política, como defendia lá atrás o delegado do IBGE no Estado, professor Nelson Pinheiro no primeiro censo de 1980, pós-divisão.

 

Sem qualquer peso social e nem econômico, os “olhos azuis” entraram junto com o governador Blairo Maggi e se estabeleceram. A agricultura evoluiu muito e passou a ser chamada de agronegócio a partir de 2000. Veio a China comprando tudo no mercado e a turma da botina no governo. Os “olhos azuis” assumiram o carro da economia de Mato Grosso.

 

Porém, é preciso que se reconheça. Foi com muito trabalho, muitas crises, muitas lutas contra a total falta de infraestrutura e abrindo mercados que desconheciam. Gente de muito valor.!

 

Desde o fim da gestão Blairo no governo o agro, como  passou a  ser chamado, entrou na política e fincou o pé na economia. Blairo senador e a presença opinativa do agro na política.

 

Trago essas lembranças porque estamos a um passo das eleições de 2018 e o único setor capaz de pautar a loucura do pleito seria o agro. Mas sua organização política está perdendo terreno pra divisões e ambições internas desnecessárias. Não existem outros setores organizados dentro da sociedade quanto o agro. Mas está se perdendo no escuro da falta de estratégias.

 

Parece incompreensível pra um setor que em 16 anos chegou ao comando da economia e da política em Mato Grosso.

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Cuiabá

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