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Segunda-Feira, 20 de Maio de 2019, 10h:18
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POLÍCIA
ASSALTO AO CARRO-FORTE Twitter

Após falha, bandidos desistiram de farmácia e miraram no Atacadao

Por: Rayane Alves

Notícia Max

 

A ordem para roubar o carro-forte no supermercado Atacadão supostamente partiu de membros da facção criminosa Comando Vermelho que cumprem pena na Penitenciária Central do Estado (PCE). A informação que está sendo apurada é do delegado titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Flávio Stringueta, que falou durante entrevista ao jornal NotíciaMax, e também detalhou que o crime era para ter sido registrado um dia antes em uma farmácia na Capital.

 

De acordo com Stringueta, a gerência estima que ao todo 10 membros da quadrilha participassem do roubo. Três deles morreram e foram identificados como Luciaquino Quirino Serra de Paula, 37, Fábio Aparecido da Costa, 26 e Dauan Félix da Silva, idade não confirmada e outros dois fugiram e continuam sendo procurados.

 

No dia do crime, registrado em 10 de maio, os suspeitos chegaram em um Citroen C4 Pallas preto. Cinco deles invadiram o supermercado e renderam um dos vigilantes. Outro percebeu a ação e atirou em um dos ladrões. Os outros dois morreram no estacionamento do local durante um confronto com os policiais. Os demais envolvidos e foragidos continuam sendo investigados.

 

Já sobre a vigilante, que foi um dos assuntos mais comentados do roubo, e inclusive áudios foram compartilhados nas redes sociais, sobre a participação dela, Stringueta confirmou que a mulher de Dauan Félix da Silva, chegou de fato em desespero no local gritando que a vigilante teria passado o roteiro para os criminosos, e que o fato não era para ter terminado em morte.

 

“Ela gritava não dei muito atenção porque percebi que ela estava histérica. Mas, a delegada da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a pegou e levou em um canto e daí ela contou que a vigilante tinha participação, já que entregou o roteiro e que o roubo era para ter acontecido um dia antes em uma farmácia. Porém, o marido dela falou que não deu certo, pois o motorista do carro-forte deu ré no veículo e atrapalhou o roubo. De fato analisamos as imagens do comércio e existe essa confirmação”, pontuou.

 

Na avaliação do delegado, se for confirmada a participação da vigilante no crime, o caso não foi bem organizado, já que um dos envolvidos no crime dentro do supermercado como mostraram as imagens pegou ela pela frente.

 

“Ele teria que a dominar para que ela ficasse de costas e servir de escudo. Mas, foi estranho porque a vigilante caiu no chão. Muito mal combinado e não foram eles que surpreenderam a polícia e sim nós que os surpreendemos”, frisou.

 

Ainda no dia do fato, o delegado afirmou que o motorista do carro-forte perguntou para a colega o porquê ela não teria atirado contra o assaltante. Mas, a vigilante informou que a arma teria falhado. No entanto, a arma foi checada e ela sequer disparou.

 

“Ela tem 12 anos de casa e sem antecedentes criminais. Não prendemos porque precisamos de provas, contudo, tenho convicções e não certeza de sua participação na ação criminosa. O que pode definir é se no celular dela tem conversas com os bandidos e no celular que foi apreendido não tinha. No caso pode ter apagado, mas vamos resgatar as conversas apagadas e chegar a conclusão final”, disse.

 

Suspeitos

A quadrilha já estava sendo monitorada e foi identificada pela Delegacia de Roubos e Furtos de Cuiabá (Derf), após cometer roubos em joalherias. Um dos alvos foi uma empresa situada no bairro CPA, em que um dos assaltantes levou a arma de um policial, que acabou sendo recuperada com o assaltante que morreu no banco de trás do carro.

 

Sobre a morte dos bandidos e a ação da polícia, Stringueta afirmou que todos os fatos foram legais e as mortes foram em legítima defesa. As investigações da delegada Juliana Palhares, devem apontar quantos tiros foram disparados no local.

 

“Sabe-se que o vigilante atirou por três vezes, pois era o total de cápsulas que foram encontradas no chão. Mas no local foram encontradas várias cápsulas dos criminosos. A operação foi cirúrgica e não houve efeito colateral. Foi perfeita porque felizmente morreram só bandidos. A polícia vai continua agindo para não ter mortes de inocentes e ladrões de carro-forte aqui no nosso Estado não vão se criar e ladrões do novo cangaço não vão ressurgir”, finalizou. 

 

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Edição 196 Setembro de 2019

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