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Sábado, 26 de Janeiro de 2019, 14h:40
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POLÍTICA & PODER
2 ANOS EM REFORMA Twitter

Após 24 anos, prédio da Polícia Federal passa por sua primeira reforma

Por: GAZETA DIGITAL

 

Um dos prédios mais antigos da capital mato-grossense, a sede da Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso, localizado na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA), passa por sua primeira reforma desde que a obra foi concluída, em novembro de 1994.

 

Com 8 andares e uma área total de mais de 7,7 mil metros quadrados, o edifício foi projetado pelos engenheiros Ivo Geraldo Dalmaz e Eduardo Andraus, este último proprietário do imóvel até o ano de 2001, quando a Gerência Regional de Patrimônio da União o adquiriu pelo valor de R$ 5,8 milhões. Até então, o prédio era alugado. 

 

Conforme consta no alvará da Prefeitura de Cuiabá, que liberou a construção, a obra teve início em 15 de março de 1985 e durou até 1º de novembro de 1994. A inauguração da sede da Polícia Federal ocorreu no dia 5 de julho de 1996, conforme mostra a placa, que atualmente está guardada na sala do fiscal da obra, o perito e engenheiro civil Daniel Carvalho Florêncio, que abriu as portas do canteiro.

HM

 

 

De acordo com o servidor da PF, a reforma já vinha sendo planejado muito antes de março de 2017, quando foi firmado o contrato com a Construtora Pinhão Fela Ltda EPP, já que as instalações não atendiam mais às novas regras ambientais, de engenharia e acessibilidade, por exemplo. Porém, ele destaca que não havia risco à segurança de quem transitava pelo local, tanto que a estrutura e as paredes foram mantidas. 

 

Por outro lado, toda a parte de instalações elétricas e hidráulicas foi trocada. Os vidros das janelas, que eram de apenas 3 milímetros, foram trocadas por material resistente e seguro.

 

Para ter uma ideia de como estava a situação do prédio da PF, havia salas com piso solto, infiltração, fiação elétrica exposta, janelas quebradas, encanamento obsoleto. As salas contavam com ar condicionado de janela ou split, cada uma tinha o seu próprio banheiro e seu quadro elétrico, dando a entender que o prédio havia sido projetado para abrigar salas comerciais. Os resíduos sólidos iam parar em uma fossa sumidouro. 

 

Com a reforma, a fachada já conta com vidros espelhados e terá apenas uma entrada principal (antes havia uma recepção geral e outra específica para o setor de passaporte), as instalações serão mais modernas.

BN

 

 

Cada pavimento (de cerca de 700 metros quadrados cada) contará com apenas um banheiro masculino, um feminino e outro para pessoas deficientes, além de uma copa. O quadro elétrico também será concentrado por pavimentos e o ar condicionado será central. Tais mudanças farão com que o custo de manutenção do prédio seja reduzido, bem como o consumo de energia elétrica e água. O fator da economicidade foi preponderante na tomada de decisão pela reforma total do prédio, de acordo com o fiscal da obra, Daniel Carvalho. 

 

A questão ambiental também será adequada com a troca da fossa por uma estação de tratamento de esgoto própria, antes dos resíduos serem lançados na rede pluvial. Houve também a preocupação em reutilizar partes do prédio, como pias e equipamentos de ar condicionado antigos, que foram doados para organizações não governamentais (ONG’s) e outros órgãos públicos, por meio de processo de desfazimento de bens.

 

O conforto dos servidores e dos usuários da Polícia Federal também deve melhorar, com o aumento do refeitório, que praticamente vai quadruplicar seu espaço, se tornando também um espaço de convivência. A academia de uso dos agentes também será ampliada. 

CT

 

 

Conforme se percebe ao andar pelos corredores, todos os pavimentos estão sendo reformados de forma uniforme, começando de cima para baixo. Por enquanto, está tudo no contrapiso, o teto já conta com toda a tubulação do ar condicionado central e começa a receber os forros de gesso. Somente os banheiros, copas e laboratórios do setor de perícia já contam com acabamento em azulejo e louças. O elevador também já foi trocado.

 

Daniel Carvalho afirma que a obra segue dentro do cronograma, previsto para encerrar em novembro deste ano. No momento, cerca de 30 pessoas trabalham na reforma. No início dos trabalhos, quando foi preciso fazer a demolição (retirada de todos os pisos e algumas paredes), o local já chegou a contar com 70 operários simultaneamente.

 

Ao todo, a reforma deve durar 2 anos, já que começou em novembro de 2017, época em que os atendimentos ao cidadão, como emissão de passaporte e atendimento a estrangeiros, foram transferidos para um posto no shopping Goiabeiras e os setores logístico e de polícia foram para um prédio onde funcionava o Grupo Soy, próximo ao supermercado Comper e a loja Havan, na Avenida do CPA.

 

O contrato firmado com a Construtora Pinhão Fela Ltda EPP, oriunda de Rolim de Moura (RO), tem o valor de R$ 12 milhões, mas houve aditivo de R$ 1,7 milhões, elevando o orçamento atual da obra para R$ 13,8 milhões. Após a conclusão da obra, prevista para novembro deste ano, ainda deve haver um período de mudança, antes que as portas se abram novamente para os serviços ao público.

CD

 

 

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Edição 175 Abril de 2019

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