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Sexta-Feira, 11 de Janeiro de 2019, 09h:30
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POLÍTICA & PODER
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Governador afirma que Estado caminha para o ‘abismo’ sem leis propostas por ele

Por: GAZETA DIGITAL

 

O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que “se nada for feito a coisa vai piorar muito mais nos próximos meses e nos próximos anos”, levando o Estado a caminhar para o “caos absoluto” e para o “abismo”. Ele se refere à necessidade de que seu pacote de medidas financeiras proposto à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) seja aprovado o mais rápido possível.

 

Os 5 projetos entregues na manhã desta quinta-feira (10), pedem tramitação em regime de urgência.

 

O tom apocalíptico utilizado pelo gestor mostra seu empenho em conseguir apoio na aprovação do pacote, intitulado “Pacto por Mato Grosso”, voltado para o reequilíbrio fiscal do Estado. O esforço é tamanho, que levou Mendes a deixar de lado a estratégia que vinha anunciando até o dia de sua posse, de que manteria a si e a sua equipe isolados por um mês, antes de se abrir para conversas com imprensa e agentes políticos. 

 

No lugar disso, ele partiu para o corpo-a-corpo. Além da visita à ALMT, logo em sua segunda semana de governo, o chefe do Executivo aproveitou também para falar com a imprensa sobre as minutas das leis que propõem uma reforma administrativa na máquina estatal, uma reedição do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab 2), uma Lei de Responsabilidade Fiscal, outra que trata sobre a Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos e ainda uma pauta que altera lei complementar da Previdência estadual.

 

Segundo Mendes, as medidas visam criar parâmetros para corrigir a atual situação econômica, enfrentar a crise orçamentária e “criar condições para que Mato Grosso possa se desenvolver adequadamente nos próximos anos”. O governador reforçou ainda que “o grande problema não é só essa grave crise financeira, mas a absoluta correção de rumo que nós precisamos fazer porque Mato Grosso está numa situação muito ruim, financeiramente”, disse.

 

Como exemplo, o Executivo afirma que haverá déficit de R$ 200 milhões. “Estamos usando praticamente o mês inteiro de janeiro para pagar as despesas de dezembro. Então, isso mostra claramente que existe aqui uma tendência rápida de deterioração, de piora do cenário se nada for feito”.

 

Voltando seu discurso também para a população, Mendes destacou que se as medidas econômicas que propõe não forem tomadas, a crise afetará até mesmo aqueles que acreditam não precisar dos serviços públicos. “O cidadão que acha que não depende de nada do setor público, vai ver como é viver num Estado que não tem o importante serviço de segurança pública”, disse citando a falta de viaturas da Polícia Militar e Civil decorrente do não pagamento dos locadores de veículos.

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Edição 184 Junho de 2019

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