Sexta-Feira, 09 de Fevereiro de 2018, 09h:44
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CRÍTICAS

Mendes diz que Taques não fez lição de casa e é responsável pela crise

Por: Redação

Reprodução

 

O ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB) “abriu o verbo” contra a gestão Pedro Taques na manhã desta quinta-feira (8) durante entrevista à rádio Vila Real, e atribuiu ao atual chefe do Executivo estadual parcela de responsabilidade em relação à crise enfrentada pelo Governo do Estado, afirmando que Taques não fez o dever de casa.

“A crise acabou em 2017, quando o Brasil teve aumento no PIB [Produto Interno Bruto], aumento de empregos e em impostos. Então, não dá para reclamar e jogar a culpa na crise. Isso é muito mais coisa de quem não fez a lição de casa. Cabe ao governador admitir os erros e dizer quem errou”, criticou.

Mendes ainda cobrou que Taques venha a público e aja com transparência e aponte quem é o responsável pelas dificuldades financeiras que Mato Grosso enfrenta a ponto de não conseguir efetuar o pagamento do duodécimo aos poderes constituídos no prazo exigido em lei.

“Não tem como dizer que não houve erros. Cabe ao próprio governador vir a público dizer quem errou. Não adianta ficar falando só que foi o ex-governador que cometeu erros”, disse.

“Houve crise sim. Falar que não existiu é desconhecimento. Mas temos muitos indicadores positivos que não dá mais para ficar com discurso de crise. Quantos estados brasileiros estão atrasando salário hoje? Se fossem 20, tudo bem, mas são cinco ou seis, que tem problemas de caixa. Se temos um problema grave, é porque falhas foram cometidas. O problema não brota sozinho. Alguém errou no passado. O governador deve ter culpa nestes três anos, como tem culpa do ex-governador, de lá de trás”.

Outro crítica do ex-prefeito foi relacionada aos atrasos no pagamento de duodécimo (repasse constitucional) aos Poderes e instituições. “Quem aumentou o orçamento dos Poderes de 2015 para 2016? Não devia ter aumentando tanto. Aumentou e agora não consegue pagar. Cria uma confusão”, disse.

Quanto aos constantes comentários dos aliados do governador, de que haveria traição caso não esteja no mesmo palanque no pleito deste ano, Mendes disse ter o direito de votar e apoiar outros candidatos,

“Estou muito tranqüilo para tomar a decisão. Esta coisa de que é traição é conversa para boi dormir, conversa fiada. O cidadão que votou em 2014 escolheu o candidato para um mandato de quatro anos. Isto serve para quem apoiou também”, disse.

 




Edição 118 Fevereiro 2018

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