Sexta-Feira, 11 de Agosto de 2017, 16h:33
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HABEAS CORPUS

Paulo Taques deixa o Centro de Custódia da Capital

Por: Redação

Chico Ferreira/GD

soltura paulo taques

 

O ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, foi solto do Centro de Custódia da Capital (CCC) na tarde desta sexta-feira (11)após ter a liberdade concedida pelo Superior Tribunal de Justiça. Ele afirmou que só irá se pronunciar na semana que vem.

O ex-secretário estava detido no Centro de Custódia da Capital (CCC) desde a última sexta-feira (4), por determinação do desembargador Orlando Perri, sobre acusação de interceptação telefônica ilegal, denunciação caluniosa e organização criminosa. Porém, O habeas corpus foi ingressado logo na segunda (7) e a soltura concedida na quinta (10).

De acordo com o Tribunal de Justiça, Paulo Taques não precisará passar pela audiência admonitória no Fórum, cujo o acusado é informado a respeito das medidas cautelares.

Taques está proibido de deixar o País, não poderá entrar em seis prédios do Governo do Estado, além de ficar proibido de manter contato com outros acusados.

 

Grampos Ilegais

O enredo, no qual Paulo Taques está participando, é de um esquema de grampos ilegais que foi deflagrada pelo Ministério Público Federal (MPF) em maio deste ano, pelo promotor de Justiça Mauro Zaque, ex-secretário de Estado de Segurança Pública.O esquema ganhou repercussão nacional após reportagem divulgada pelo "Fantástico", da Rede Globo.

Segundo Zaque, ele teria recebido uma denúncia anônima, com documentos, que provavam a prática ilegal. A denúncia foi levada ao conhecimento do governador Pedro Taques (PSDB) em setembro de 2015. 

Os grampos foram conhecidos na modalidade “barriga de aluguel”, quando números de telefones de cidadãos comuns, sem conexão com uma investigação, são inseridos em um pedido de quebra de sigilo telefônico à Justiça.

As vítimas dos grampos forram a deputada Janaina Riva (PMDB); o advogado José do Patrocínio; o desembargador aposentado José Ferreira Leite; os médicos Sergio Dezanetti, Luciano Florisbelo da Silva, Paullineli Fraga Martins, Helio Ferreira de Lima Junior e Hugo Miguel Viegas Coelho.

O inquérito sobre o caso está na Procuradoria Geral da República, sob comando do procurador Rodrigo Janot.

 





Edição 116 Dezembro 2017

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