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Segunda-Feira, 11 de Fevereiro de 2019, 15h:31
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POLÍTICA & PODER
CPI DA SONEGAÇÃO E RENÚNCIA FISCAL Twitter

“Vamos mexer com gente poderosa”, diz Wilson sobre sonegação de R$ 2 bi em Mato Grosso

Por: Assessoria

 

O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) disse que a sonegação no Estado chega em torno de R$ 2 bilhões ao ano. A fala foi durante entrevista à Rádio Vila Real, na manhã desta segunda-feira (11).

 

O parlamentar deve apresentar nesta terça-feira (12), requerimento para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, para investigar a sonegação e a renúncia fiscal. 

 

Nove deputados já assinaram o documento para instalação da CPI. Assinaram pela comissão, os parlamentares Elizeu Nascimento (DC), Valdir Barranco (PT), Lúdio Cabral (PT), Janaina Riva (MDB), Dr. João (MDB), Thiago Silva (MDB), Delegado Claudinei (PSL), João Batista (Pros) e o próprio Wilson Santos.

 

Wilson pontuou que a CPI não sofrerá pressão do governo para que deputados da situação retirem suas assinaturas.

 

“Eu falei com o secretário da Casa Civil, Mauro Carvalho, me garantiu que o governo não fará pressão nenhuma”.

 

A CPI será formada por cinco deputados titulares e cinco suplentes.

 

“Caberão aos líderes de blocos a indicação e a proporcionalidade de cada bloco”.

 

O parlamentar argumentou que a investigação é perigosa, já que mexe com interesses financeiros.

 

“Nós vamos mexer com gente poderosa, com gente grossa. Com gente que sonega, e que sonega muito”.

 

Wilson comentou que um empresário do ramo de combustíveis relatou que só em seu segmento a sonegação chega a R$ 100 milhões ao ano.

 

Segundo o parlamentar, as outras duas CPIs realizadas na ALMT, de 2014 e 2016, não teriam produzidos efeitos esperados. De acordo com o deputado, não teria ocorrido devolução de valores para os cofres do Estado e nem a punição de ninguém.

 

“Nós vamos começar esta CPI dando aos órgãos de controle, como Ministério Público do Estado, Ministério Público Federal, Controladoria-Geral do Estado, a oportunidade para que eles possam apresentar quais foram os procedimentos, quais foram as medidas tomadas pelas CPIs de 2014 e 2016”.

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Edição 192 Agosto de 2019

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