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Quarta-Feira, 17 de Julho de 2019, 08h:27
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Mato Grosso contra a brucelose

Por: AGRONEWS

REPRODUÇÃO

BRUCELOSE 1

 

A rodada de palestras da campanha “Mato Grosso Contra a Brucelose”, de 1º julho a 7 de agosto, aconteceu na noite do dia 12 de julho no Sindicato Rural de Cuiabá. O evento teve a presença de produtores rurais da Baixada Cuiabana. A palestra sobre as novas estratégias de combate à brucelose bovina em Mato Grosso foi feita pelo analista de pecuária da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Marcos de Carvalho.

 

A Famato, o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Mato Grosso (CRMV-MT) e Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (Fesa-MT) vão percorrer 14 municípios do estado com o objetivo de intensificar o trabalho de educação sanitária, o conhecimento dos produtores rurais e promover melhor qualidade da vacinação contra a brucelose.

 

Segundo o presidente em exercício do Sindicato Rural de Cuiabá Celso Nogueira, abrir as portas da entidade para receber a equipe técnica envolvida na campanha fortalece o compromisso com o produtor rural e com a defesa sanitária do estado. “Somos uma entidade que anda de braços dados com o produtor, portanto ações como essa tem o nosso apoio e comprometimento. Trabalhamos pelo fortalecimento da atividade agropecuária”, discursou ao dar as boas-vindas aos produtores da baixada cuiabana.

 

O analista de pecuária, Marcos de Carvalho, levou informações sobre a doença, os riscos de contaminação de seres humanos, a prevalência em Mato Grosso, o objetivo do Comitê Consultivo sobre a Brucelose Bovina, novas estratégias, planos de ação de combate nas propriedades rurais, vacinação obrigatória, benefícios financeiros do controle da doença, materiais, entre outros. Marcos apresentou ainda as cartilhas que foram confeccionadas especificamente para o produtor, vacinador e médico veterinário. O material será distribuído nas palestras, nos cursos de vacinador oferecidos gratuitamente pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT) e nas mais de 13 mil propriedades que serão visitas pelo Indea.

 

De acordo com o analista, o ser humano pode contrair a brucelose, assim como os animais, quando entra em contato direto com os restos de aborto ou placenta. Além disso, o consumo de leite cru e derivados contaminados pela bactéria também podem acometer o homem.

 

Marcos explicou que muitos animais, machos e fêmeas, contraem a doença causada pela bactéria Brucella Abortus quando comem ou lambem restos de placentas no pasto, visto que quando a vaca sofre aborto, a Brucella pode permanecer viva por cerca de seis meses no solo e pastagem.

 

Nos casos de animais contaminados com a brucelose, devem ser encaminhados para abate no frigorífico. “Quanto mais rápido se encontrarem os animais reagentes ao exame laboratorial, menor é o prejuízo da propriedade e mais rápido é solucionado o problema”, disse Marcos de Carvalho.

 

A transmissão também pode acontecer na inseminação com material ou sêmen contaminados. Pela monta natural é mais raro, pois o sistema de defesa da vaca e o pH ácido da vagina neutralizam a bactéria.

 

O palestrante Marcos de Carvalho destacou a importância de incentivar o produtor a desenvolver, na propriedade, ações voluntárias de controle a brucelose, como a vacinação de cobertura utilizando uma vacina diferente chamada ®B51 nas novilhas e matrizes antes da estação de monta, sempre com a orientação técnica do médico veterinário.

 

Marcos finalizou reforçando a importância dos cursos ofertados pelo Senar-MT, validados pelo Indea, que realiza a qualificação de novos vacinadores e a atualização dos profissionais que já fizeram o curso. “O produtor pode procurar o sindicato rural da sua região e inscrever seus colaboradores de forma gratuita”, reforçou.

 

Além de produtores rurais, o evento contou com a presença do presidente do Sindicato Rural de Poconé, Arlindo Márcio de Moraes, conhecido como “Tico”, do gerente executivo do Fesa, Juliano Latorraca, do diretor técnico da Acrimat, Francisco Manzi, e do coordenador de Defesa Sanitária Animal do Indea, João Marcelo Brandini Nespoli.

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Edição 192 Agosto de 2019

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