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Segunda-Feira, 29 de Outubro de 2018, 11h:34
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ARRECADAÇÃO DE IMPOSTOS

Contrabando de cigarros é responsável por rombo de R$ 55 mi em MT

Por: Redação

Reprodução

Cigarro

 

A comercialização de cigarros contrabandeados no Mato Grosso foi responsável por um rombo na arrecadação de impostos no valor de R$ 55 milhões em 2017, o que representa um volume de 337 milhões de unidades de cigarros circulando livremente no mercado. Apesar dos esforços das autoridades para combater esse tipo de crime, aproximadamente 54% de todos cigarros que circulam no Brasil são frutos de mercadorias contrabandeadas do Paraguai, segundo o Ibope

 

Esses números representam 36% de participação de todo o mercado de venda de cigarros no Estado do Mato Grosso. O aumento do contrabando acontece em decorrência da crise econômica, da fragilidade das fronteiras e, principalmente, em função do aumento contínuo de impostos” afirma Edson Vismona, presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO), entidade que lidera o Movimento em Defesa do Mercado Legal Brasileiro, que representa mais de 70 associações de setores diretamente afetados pela ilegalidade.

 

Este cenário do mercado ilegal no Mato Grosso apresenta um quadro bem atípico e conta com uma configuração diversificada baseada na variação dos impostos (ICMS, PIS e IPI) e uma atuação mais efetiva da Polícia Rodoviária Federal, com iniciativas como mapeamento logístico para restrição as rotas/estradas e vias de acesso aos demais estados da região mas ainda assim, a evasão fiscal chegou a R$ 55 milhões.

 

A marca de cigarros lider de mercado regional (EURO) que é proveniente do contrabando atingiu 17% de share e também apontou crescimento de 13 p.p.

 

O Estado do Mato Grosso é um dos principais destinos do contrabando oriundo do Paraguay, principalmente cigarros. Além da BR-163, o contrabando entra no Estado pela BR-174 e BR-070 e a principal porta de entrada de contrabando são as cidades fronteiriças no MS (Antonio João, Ponta Porã, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Sete Quedas, Mundo Novo e Paranhos)

 

Ao longo dos últimos anos ocorreram aumentos desproporcionais de impostos na indústria formal de cigarros. Desde 2015, o governo brasileiro já elevou a taxa de diversos impostos em dozes vezes. “Esses aumentos contribuíram para ampliar a diferença entre os preços praticados nos mercados formal e ilegal e, como consequência, parte significativa do volume do mercado formal migrou para a ilegalidade”, finaliza Vismona.

 

Ao todo, o mercado ilegal de cigarros no Brasil gera R$ 44 bilhões em evasão tributária na indústria deste setor ao longo dos últimos seis anos. Além da evasão fiscal, o contrabando, a falsificação e a pirataria provocam uma concorrência desleal no mercado, inibindo novos investimentos das empresas que atuam na legalidade, fomentando o desemprego e a violação às regulações estabelecidas pelos órgãos de saúde pública.

 

O contrabando de cigarros ainda tem uma forte relação com crimes de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e armas e organizações criminosas. A ocorrência de roubos de cargas vem mostrando uma ascensão vertiginosa nos últimos anos. Em 2018, houve um incremento de 55% nos eventos quando comparado com o ano anterior, sendo Rio de Janeiro e São Paulo as regiões mais afetadas, com um crescimento de 245% e 50% respectivamente, quando comparados à 2017.

 

MEDIDAS NECESSÁRIAS

 

Atacar o contrabando é uma medida extremamente efetiva para a recuperação econômica e colabora duramente para o fim do tráfico e do crime nas cidades brasileiras. Combater esse problema, no entanto, não é apenas papel do governo”, acredita Edson Vismona.

 

Empresas e sociedade em geral devem trabalhar em conjunto para coibir essa prática ilegal. É necessário incentivar a desburocratização e simplificar o Sistema Tributário, garantir recursos financeiros, humanos e tecnológicos com atenção especial para fronteiras, promover a integração nas áreas de inteligência, gestão e operacional entre os Poderes Executivos, Legislativo e Judiciário, no Brasil, bem como com os países vizinhos, entre outras iniciativas.

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Edição 156 de Novembro de 2018

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