A Polícia Civil concluiu nesta quarta-feira (02.4), a contabilização e valores apreendidos durante a Operação Safe Truck, deflagrada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, para desarticulação de uma organização criminosa envolvida em crimes de furto e receptação de módulos de caminhões e também lavagem de dinheiro.
Até o momento, a soma das apreensões chega a mais de R$ 8,7 milhões, entre módulos de caminhões, veículos e bloqueio de valores.
A operação, deflagrada no dia 27 de março, deu cumprimento a 120 ordens judiciais, entre mandados de prisão, busca e apreensão, além de outras medidas cautelares com foco na desarticulação de um grupo criminoso, envolvido em crimes de roubos, furtos, receptação de módulos e outras peças de carretas e caminhões.
As investigações da Derf Cuiabá identificaram mais de 30 integrantes da organização criminosa, responsáveis por movimentar mais de R$ 60 milhões com os crimes praticados. Quinze investigados já tiveram mandados de prisão cumpridos e outros cinco alvos são considerados foragidos.
Durante o cumprimento das buscas, foram contabilizados 199 módulos de caminhões apreendidos, com valor aproximado de R$ 30 mil cada, totalizando mais de R$ 5,9 milhões, somente relacionados às peças.
A operação também contabilizou oito veículos apreendidos, sendo um Jeep Compass, um Jeep Cherokee, dois Toyota Corolla, um VW T-Cross, e três caminhonetes, sendo uma Toyota Hilux, uma Ford Ranger e uma Dodge Ram. Juntos, os veículos estão avaliados em mais de R$ 1,3 milhão. Ainda na operação foi realizado o bloqueio judicial de valores que ultrapassam R$ 1,4 milhão em contas relacionadas aos investigados.
Estrutura organizada
As investigações da Derf apontaram que o grupo criminoso possuía uma estrutura organizada. Cada integrante com uma função bem definida, havendo três núcleos distintos, o responsável pelos roubos e furtos das peças, outro responsável pela venda dos produtos para empresas e oficinas de Mato Grosso e de outros Estados do País e os receptadores.
As apurações apontam que se trata de uma atividade criminosa altamente rentável, conforme se depreende da vultosa movimentação dos membros do grupo. Por outro lado, as vítimas sofrem prejuízos e ficam impossibilitados de desenvolver a atividade profissional.
Lavagem de dinheiro
A cooperação entre diferentes unidades da Polícia Civil e o compartilhamento de informações com outras forças policiais foram cruciais para o avanço das investigações. A análise cruzada de dados bancários, registros telefônicos e informações colhidas em campo permitiu a construção de um panorama detalhado da atuação da organização criminosa.
O delegado titular da Derf Cuiabá, Sylvio do Valle, destacou que a unidade tem intensificado as ações contra a lavagem de dinheiro, realizadas por organizações criminosas. As investigações detalhadas com tecnologia avançada buscam interromper o fluxo financeiro ilícito e garantir que os responsáveis sejam punidos, com os recursos ilícitos retornando aos cofres públicos.
“As operações têm como objetivo identificar e prender os autores e também desarticular redes que utilizam métodos financeiros sofisticados para ocultar recursos provenientes de crimes. A lavagem de dinheiro não apenas compromete a economia, mas também financia e fortalece organizações criminosas. A intensificação do trabalho reflete o compromisso da Polícia Civil em enfrentar a criminalidade de forma cada vez mais eficiente e estratégica”, disse o delegado.
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