Qual Botafogo entrará em campo, neste sábado (5), às 21h (horário de Brasília), pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, contra o Juventude, no Estádio Nilton Santos? O time que deixou todo mundo boquiaberto ao colocar o Palmeiras na roda, no empate sem gols, na estreia pelo Brasileirão, no domingo (30), em pleno Allianz Parque? Ou a equipe frágil e desatenta do segundo tempo no revés para a Universidad de Chile por 1 a 0, pela primeira rodada da fase de grupos da Libertadores, no Estádio Nacional, em Santiago, na última quarta-feira? Atualmente, o Glorioso convive com cenários, números e retrospectos conflitantes. O Jogada10 mostra, na sequência, os dois lados da moeda.
Botafogo é tricampeão e imbatível
Antes de tudo, nesta temporada, o Botafogo é o único time no país que carrega no uniforme o emblema de campeão nacional e continental. Além de defender a condição de dono de taças, o Glorioso sustenta uma marca gigantesca neste fim de semana. O time alvinegro não perde, pelo Brasileirão, há 17 jogos, ou seja, quase um turno inteiro sem derrotas. Se não cair para o Juventude, alcança, aliás, a segunda maior série de sua história no torneio nacional, superando 1972-1973. Na época, foram nove vitórias e oito empates.
Curiosamente, o último adversário que venceu o Mais Tradicional, pelo Brasileirão, é o próprio Juventude. Em 11 de agosto de 2024, o Botafogo do técnico Artur Jorge, de olho na partida ida das oitavas de final da Libertadores, escalou o time misto para visitar o Papo, na Serra Gaúcha. Levou 3 a 0 e, com alguns titulares no decorrer do embate, descontou para 3 a 2, no Alfredo Jaconi. De lá para cá, são dez vitórias e sete empates.
Esta série invicta, aliás, deixa o Botafogo com a décima maior sequência sem derrotas na história dos pontos corridos, com margem para crescer no ranking nas próximas rodadas. O clube detém também a maior invencibilidade da história do Brasileiro. Entre 1977 e 1978, passou 42 duelos sem perder.
Seca, jejum, aproveitamento pífio e agonia
O Botafogo, antes do encontro com o Palmeiras, iniciou o Brasileirão com o pior aproveitamento entre todos os participantes da Série A, em 2025. Foram 14 jogos, quatro vitórias, um empate e nove derrotas. Apenas 30,9% dos pontos disputados. Para desespero da torcida alvinegra, é como se o clube do magnata norte-americano John Textor virasse a tabela do Campeonato Brasileiro de 2024 do avesso ou jogasse fora tudo o que foi construído um ano antes.
A desgraça não termina por aí. O Botafogo não vence uma partida desde 7 de fevereiro, quando bateu o Nova Iguaçu por 1 a 0, em Moça Bonita, pelo Campeonato Carioca. Em seguida, acumulou somente dois empates e seis derrotas. Oito jogos oficiais, portanto, sem triunfar. A equipe também desaprendeu a balançar a rede. O último gol data de 15/2, no empate com o possante Boavista por 1 a 1, também pelo Estadual. Cinco compromissos zerados. Quase 500 minutos desta agonia.
“Temos que melhorar o aproveitamento das oportunidades. Quero recordar, então, o contra-ataque no qual estávamos em superioridade numérica e não conseguimos nem sequer finalizar (contra a La U)”, identificou o técnico Renato Paiva, após o insucesso do Botafogo, no Chile. Antes dele, a equipe teve Carlos Leiria e Cláudio Caçapa no comando. Os dois foram tragados pelo turbulento início de ano do Alvinegro.
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