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ESPORTE Sexta-feira, 04 de Abril de 2025, 10:13 - A | A

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Botafogo

Botafogo convive com cenários, retrospectos e números conflitantes

Time alvinegro ainda sofre as sequelas de um início de ano desordenado. Mas ainda pode salvar alguns traços de 2024

Jogada 10

Qual Botafogo entrará em campo, neste sábado (5), às 21h (horário de Brasília), pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, contra o Juventude, no Estádio Nilton Santos? O time que deixou todo mundo boquiaberto ao colocar o Palmeiras na roda, no empate sem gols, na estreia pelo Brasileirão, no domingo (30), em pleno Allianz Parque? Ou a equipe frágil e desatenta do segundo tempo no revés para a Universidad de Chile por 1 a 0, pela primeira rodada da fase de grupos da Libertadores, no Estádio Nacional, em Santiago, na última quarta-feira? Atualmente, o Glorioso convive com cenários, números e retrospectos conflitantes. O Jogada10 mostra, na sequência, os dois lados da moeda.

Botafogo é tricampeão e imbatível

Antes de tudo, nesta temporada, o Botafogo é o único time no país que carrega no uniforme o emblema de campeão nacional e continental. Além de defender a condição de dono de taças, o Glorioso sustenta uma marca gigantesca neste fim de semana. O time alvinegro não perde, pelo Brasileirão, há 17 jogos, ou seja, quase um turno inteiro sem derrotas. Se não cair para o Juventude, alcança, aliás, a segunda maior série de sua história no torneio nacional, superando 1972-1973. Na época, foram nove vitórias e oito empates.

 
 

Curiosamente, o último adversário que venceu o Mais Tradicional, pelo Brasileirão, é o próprio Juventude. Em 11 de agosto de 2024, o Botafogo do técnico Artur Jorge, de olho na partida ida das oitavas de final da Libertadores, escalou o time misto para visitar o Papo, na Serra Gaúcha. Levou 3 a 0 e, com alguns titulares no decorrer do embate, descontou para 3 a 2, no Alfredo Jaconi. De lá para cá, são dez vitórias e sete empates.

Esta série invicta, aliás, deixa o Botafogo com a décima maior sequência sem derrotas na história dos pontos corridos, com margem para crescer no ranking nas próximas rodadas. O clube detém também a maior invencibilidade da história do Brasileiro. Entre 1977 e 1978, passou 42 duelos sem perder.

Seca, jejum, aproveitamento pífio e agonia

O Botafogo, antes do encontro com o Palmeiras, iniciou o Brasileirão com o pior aproveitamento entre todos os participantes da Série A, em 2025. Foram 14 jogos, quatro vitórias, um empate e nove derrotas. Apenas 30,9% dos pontos disputados. Para desespero da torcida alvinegra, é como se o clube do magnata norte-americano John Textor virasse a tabela do Campeonato Brasileiro de 2024 do avesso ou jogasse fora tudo o que foi construído um ano antes.

 

A desgraça não termina por aí. O Botafogo não vence uma partida desde 7 de fevereiro, quando bateu o Nova Iguaçu por 1 a 0, em Moça Bonita, pelo Campeonato Carioca. Em seguida, acumulou somente dois empates e seis derrotas. Oito jogos oficiais, portanto, sem triunfar. A equipe também desaprendeu a balançar a rede. O último gol data de 15/2, no empate com o possante Boavista por 1 a 1, também pelo Estadual. Cinco compromissos zerados. Quase 500 minutos desta agonia.

“Temos que melhorar o aproveitamento das oportunidades. Quero recordar, então, o contra-ataque no qual estávamos em superioridade numérica e não conseguimos nem sequer finalizar (contra a La U)”, identificou o técnico Renato Paiva, após o insucesso do Botafogo, no Chile. Antes dele, a equipe teve Carlos Leiria e Cláudio Caçapa no comando. Os dois foram tragados pelo turbulento início de ano do Alvinegro.

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