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INTERNACIONAL Sábado, 05 de Abril de 2025, 13:18 - A | A

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levantou preocupações

Canhões de artilharia da Coreia do Norte são vistos na Ucrânia, diz emissora alemã

R7

Sistemas de artilharia autopropulsada fabricados pela Coreia do Norte foram avistados pela primeira vez na Crimeia, região ucraniana ocupada pela Rússia desde 2014. A presença dos canhões pesados Koksan de 170 mm sinaliza uma possível escalada no apoio militar de Pyongyang à invasão russa.

A imagem, divulgada em março pelo canal do Telegram “Crimean Wind”, mostra um trem militar em trânsito por uma estação no norte da Crimeia. Nos vagões, aparecem entre sete e oito peças de artilharia, além de outros equipamentos militares. Entre eles, um caminhão com guindaste identificado como um modelo chinês Sinotruk Howo, frequentemente usado pela Coreia do Norte em desfiles militares.

Embora a função exata do caminhão ainda seja incerta, especialistas em defesa especulam que ele possa estar relacionado ao suporte logístico dos canhões Koksan ou de sistemas norte-coreanos de foguetes múltiplos, como o M1991 de 240 mm. A análise foi publicada pelo portal especializado “Militarniy”.

Segundo a emissora alemã ZDF, essas mesmas armas já foram utilizadas em ataques contra posições ucranianas na região russa de Kursk. Os canhões Koksan possuem alcance de até 60 quilômetros quando utilizam projéteis assistidos por foguetes, o que os torna uma ameaça significativa. Apenas os sistemas HIMARS e GLSDB operados pelas forças ucranianas possuem capacidade para contra-atacar a esse alcance.

Embora a função exata do caminhão ainda seja incerta, especialistas em defesa especulam que ele possa estar relacionado ao suporte logístico dos canhões Koksan ou de sistemas norte-coreanos de foguetes múltiplos, como o M1991 de 240 mm. A análise foi publicada pelo portal especializado “Militarniy”.

Segundo a emissora alemã ZDF, essas mesmas armas já foram utilizadas em ataques contra posições ucranianas na região russa de Kursk. Os canhões Koksan possuem alcance de até 60 quilômetros quando utilizam projéteis assistidos por foguetes, o que os torna uma ameaça significativa. Apenas os sistemas HIMARS e GLSDB operados pelas forças ucranianas possuem capacidade para contra-atacar a esse alcance.

A ZDF afirma ainda que a Coreia do Norte pode ter enviado até 200 unidades do sistema para a Rússia. Desde então, as forças ucranianas teriam destruído ao menos cinco desses canhões usando drones.

O primeiro ataque confirmado ocorreu em dezembro de 2024, na região de Luhansk. Em março de 2025, outro Koksan foi destruído em Donetsk, elevando o número de baixas confirmadas para cinco em apenas um mês, de acordo com a Força de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia.

Até o momento, militares norte-coreanos têm operado apenas dentro do território russo, principalmente em Kursk. Já mísseis balísticos do tipo KN-23, também de origem norte-coreana, foram usados em ataques contra cidades ucranianas, embora ainda não esteja claro se foram lançados de solo russo ou de áreas ocupadas pela Rússia na Ucrânia.

A presença de artilharia Koksan na Crimeia, porém, marca uma possível mudança de patamar. Segundo a ZDF, o envio desses armamentos ao território ucraniano ocupado pode ser um passo preparatório para a entrada de tropas terrestres norte-coreanas em solo ucraniano. “Assim que os ‘Koksans’ estiverem estacionados em território ucraniano ocupado, também é altamente provável que tropas terrestres norte-coreanas apareçam lá muito em breve”, afirmou o relatório da emissora.

Além do risco de escalada internacional, a localização estratégica das armas levanta preocupações imediatas. De acordo com a ZDF, posicionar os canhões Koksan na Crimeia permite à Rússia atingir cidades-chave como Zaporizhzhia e Kherson. O movimento seria parte dos preparativos para uma ofensiva de primavera (no hemisfério norte) das forças russas.

Desde o início da invasão em larga escala, a Ucrânia já destruiu mais de 25 mil sistemas de artilharia russos, segundo dados militares locais. Com o esgotamento de seu próprio arsenal, a Rússia tem necessitado do fornecimento de munição e armamento da Coreia do Norte.

No final de 2024, analistas estimaram que projéteis norte-coreanos respondiam por mais da metade — e em algumas áreas, mais de 70% — do volume de artilharia usado pelas forças russas no leste da Ucrânia.

Imagens de novembro e dezembro mostraram comboios ferroviários transportando unidades Koksan pela Rússia. A estimativa é que Pyongyang tenha enviado, até o momento, ao menos 120 sistemas para Moscou.

Em 19 de março, o 14º Regimento Separado da Ucrânia divulgou um vídeo em que drones guiavam um ataque HIMARS contra três unidades do sistema Koksan na região de Kursk.

 
 

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